Amnistia Internacional condena veredito contra militantes antiesclavagistas na Mauritânia

Bandeira da Mauritânia (Foto: Vlajky.org)

A Amnistia Internacional (AI) condenou a decisão dum Tribunal de Apelação mauritano que confirmou uma sentença pesada contra três militantes antiesclavagistas.

Bandeira da Mauritânia (Foto: Vlajky.org)
Bandeira da Mauritânia (Foto: Vlajky.org)

Num comunicado publicado sexta-feira, a organização de defesa dos direitos humanos indicou que a decisão deste Tribunal representa uma indicação clara que a Mauritânia “não tenciona parar de reprimir os defensores dos direitos humanos”.

Um Tribunal de Apelação de Aleg, sudoeste do país, confirmou uma pena de dois anos infligida ao ex-candidato às eleições presidenciais, Biram Ould Dah Ould Abeid, Brahim Bilal e Djiby Sow, acusados de pertença a uma organização não reconhecida, participação numa manifestação proibida, recusa de obedecer às ordens da Polícia e resistência à sua detenção.

« É revoltoso que esta pena pesada e injusta seja mantida. As três pessoas foram detidas apenas pelo exercício pacífico dos seus direitos e eles são, portanto, prisioneiros de consciência que devem ser imediata e incondicionalmente libertos”, declarou o diretor regional da AI para a África Ocidental e Central, Alioune Tine.

“A intensificação da repressão dos militantes antiesclavagistas na Mauritânia não tem  justificação legal num país, que, ironicamente, adotou em agosto corrente uma lei indicando que a escravatura é crime contra a humanidade”, sublinhou.

« Ao manter esta condenação, as autoridades mauritanas demonstraram um desprezo total pela justiça e pelas centenas de milhares de vozes no mundo que reclamam pela abolição da escravatura », declarou Tine.

Biram Ould Dah Abeid é presidente da Organização não Governamental Iniciativa para o Ressurgimento do Movimento Abolicionista (IRA). Ele ocupou a segunda posição durante as  últimas eleições presidenciais na Mauritânia.

A 15 de janeiro de 2015, Biram Ould Dah Abeid foi detido com duas outras pessoas. Eles recusaram-se a assistir ao julgamento de recurso. (panapress.com)

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