Américo Boavida é exemplo para outras instituições – Afirma Médica

Hospital Américo Boavida (Foto: Pedro Parente)
Hospital Américo Boavida (Foto: Pedro Parente)
Hospital Américo Boavida (Foto: Pedro Parente)

A directora clínica do Hospital Américo Boavida, Maria Lina Antunes, afirmou hoje, terça-feira, em Luanda, que a Unidade que dirige, sem falsa modéstia, pode servir como exemplo para outras Instituições publicas do País, tanto em termos organizativos como estrutural .

Maria Antunes, que falava à Angop sobre os ganhos do hospital durante os 40 anos de independência, disse que a instituição sofreu, além da parte estrutural, mudanças positivas no sentido do meio ambiente do recinto hospitalar, edifícios e serviços novos.

Segundo a directora, actualmente, deve-se dar maior valor a organização que está com um ritmo de desenvolvimento dentro da nova gestão dos hospitais.

Explicou que esta organização passa pela criação de um plano estratégico que é gerido pela direcção e que termina este ano, de 2015, aonde os primeiros dois anos foram vocacionados essencialmente para a normalização da produtividade.

“ Como se sabe, havia muito absentismo, indisciplina, ausência e falta de pontualidade, bem como pouco desempenho dos trabalhadores, mas actualmente já se verifica melhor funcionamento e responsabilidade por parte de muitos funcionários,” frisou.

Portanto, declarou, normalizou-se primeiramente todo processo produtivo e foi necessário, para isso, não só regularizar e supervisionar a presença do trabalhador dentro do hospital como também procurar lideranças, mudar alguns chefes de serviços formando-os desde o topo até à base.

Adiantou ainda que, dentro dessa equipa, cada um sabe qual é o seu papel, porque está regulamentado por lei que se deve ter essas actividades.

Para além disso, informou que foram os próprios profissionais que identificaram quais as suas tarefas específicas quando se fez o curso de liderança e, diante disso, o hospital está num processo de qualidade que vai culminar em termos de certificação.

“ Com isso, o enfermeiro sabe como tratar uma ferida, como desinfectar, como classificar os problemas, que tipos de problemas e qual a evolução, o que só ajuda na melhoria do atendimento no hospital,” salientou.

Garantiu que tudo está catalogado e, além disso, fez-se um processo clínico informatizado aonde o doente que vai ao hospital Américo Boavida é lançado e observado num computador todos os seus dados.

Fez saber que durante este percurso realizaram-se duas auditorias, uma das quais por uma empresa certificadora internacional, em quatro serviços que foram escolhidos para a qualidade, nomeadamente cuidados intensivos, ortopedia e urologia.

Entretanto, procurou-se certificar a triagem de Manchester (forma de organizar o atendimento nas urgentes a nível internacional), que é feito única e exclusivamente no Hospital Américo Boavida, e permite ver os doentes que são e não são urgentes. (portalangop.co.ao)

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