América Latina busca maior acesso à internet em agenda digital para 2018

(AFP)
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Representantes dos países da América Latina e Caribe acordaram uma série de metas na área digital para ampliar o acesso à internet e melhorar sua governança em um prazo de três anos, ao concluir uma conferência nesta sexta-feira no México.

“Em nossa região, a mais desigual do mundo, é um imperativo. Temos que chegar a todos os sectores da sociedade no que se refere a acesso à internet e suas tecnologias”, disse Alicia Bárcena, secretária executiva da Comissão Económica para América Latina e Caribe (Cepal), no encerramento da V Conferência Ministerial sobre Sociedade da Informação, que teve início na última quarta-feira na Cidade do México.

“O objectivo é passar de uma cultura de privilégio a uma de igualdade”, explicou Bárcena. “Essa estratégia permitirá à região passar do extractivismo e do rentismo à sustentabilidade ambiental, assim como superar “a concentração de renda para gerar uma distribuição funcional”, avaliou.

Assim, os representantes dos 17 países da América Latina e Caribe que participaram no congresso -junto com membros da sociedade civil, o sector privado e a comunidade técnica acordaram uma agenda para 2018.

Este plano se centrará no “acesso e desenvolvimento de infra-estrutura”, o impulso de uma “economia digital” que incentive a inovação e a competitividade, a construção de um “governo electrónico centrado na cidadania e novos padrões de funcionamento de internet”, disse Alejandra Lagunes, coordenadora da Estratégia Digital Nacional de México, que assumiu a presidência da Sociedade da Informação da América Latina e do Caribe.

Esses acordos serão apresentados na Cúpula Mundial Sobre a Sociedade da Informação (CMSI), programada pela Assembleia Geral da ONU para o final de 2015. (swissinfo.ch)

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