Álvaro Sobrinho faz obras em casa em frente à de Ricardo Salgado

Álvaro Sobrinho (Foto: D.R.)
Álvaro Sobrinho (Foto: D.R.)
Álvaro Sobrinho
(Foto: D.R.)

Se Sobrinho decidir mudar para a rua Pedra da Nau, na casa em frente, terá como vizinho Salgado que o considera um dos culpados do que aconteceu ao BES e o acusa de gestão danosa no BESA.

O banqueiro Álvaro Sobrinho iniciou com grande aceleração as obras num imóvel, que adquiriu há uns anos, situado em Cascais entre a Rua Visconde Gandarinha e a Avenida Humberto II de Itália, mesmo em frente da casa onde vive outro banqueiro, este “desapossado”, Ricardo Salgado. Os dois são desde 2012 inimigos declarados.

O facto tornou-se um fait-divers na vizinhança a gerar sorrisos de uns, mas irritação por parte dos próximos de Salgado, que ali habita desde sempre, numa parcela da propriedade que pertencia ao seu avô materno, Ricardo Espírito Santo. Quer o ex-presidente do BES (Salgado), quer o ex-presidente do BES Angola e ex-accionista do GES (Sobrinho) estão envolvidos em processos investigados pelo Ministério Público, mas em termos financeiros Sobrinho apenas responde perante as autoridades angolanas.

O lote em frente da casa de Salgado foi comprado por Sobrinho ao empresário e ex-presidente do Sporting António Dias da Cunha, com quem o banqueiro partilha a mesma paixão clubística. Aliás, Sobrinho é hoje o maior accionista do clube de Alvalade onde possui 20% das acções.

Quando está em Portugal, vive habitualmente no Estoril, nas torres do Estoril Sol Residence, onde o actual  treinador do clube de Alvalade, Jorge Jesus, também adquiriu casa. Mas se Sobrinho decidir mudar para a rua Pedra da Nau, na casa em frente, terá como vizinho Salgado que o considera um dos culpados do que aconteceu ao BES e o acusa de gestão danosa no BESA e de fazer investimentos com verbas que considera terem sido desviadas do grupo familiar.

Quando há alguns anos, Álvaro Sobrinho então presidente do BESA, tomou posse da casa da Gandarinha, onde hoje decorre a intervenção, apanhou de surpresa a família Salgado, mas os dois banqueiros do mesmo grupo ainda não se tinham desentendido. A ruptura dá-se a partir de meados de 2012, quando Sobrinho, que chegou a presidente do BESA pela mão de Salgado, se convenceu que Salgado estava a denegrir a sua imagem com denúncias ao Ministério Público sobre a sua acção. Na altura, Sobrinho andava a comprar posições em vários sectores, nomeadamente, na comunicação social, através da Newshold, que detém o diário i e o semanário Sol. (publico.pt)

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