Afrobasket2015: Selecção nacional inicia defesa da coroa

Afrobasket 2011: Eduardo Mingas no jogo contra Marrocos (Foto: Clemente Santos)

A necessidade de empreender garra, dedicação e respeito pelos adversários é dos principais pressupostos a ter em conta pela selecção nacional sénior masculina de basquetebol no Afrobasket2015, no sentido de revalidar o título africano no campeonato que se realiza na Tunísia, de 19 a 30 do corrente mês.

Afrobasket 2011: Eduardo Mingas no jogo contra Marrocos (Foto: Clemente Santos)
Afrobasket 2011: Eduardo Mingas no jogo contra Marrocos (Foto: Clemente Santos)

Detentora do troféu, Angola possui – adicionado a outros valores – um histórico que lhe confere certo favoritismo, mas, tendo em conta a apetência pelo título do torneio que dá acesso aos Jogos Olímpicos, torna-se essencial consciencializar-se de que todos começam em pé de igualdade e em alta competição nem sempre as teorias têm correspondência na prática.

O campeonato é o culminar de muito tempo de preparação e as equipas têm que mostrar em campo se realmente estão em melhores condições para ganhar, daí que Moncho Lopez e comandados devem respeitar os princípios metodológicos orientadores da filosofia do basquetebol angolano – que já lhe valram 11 títulos em 13 possíveis – e os indicadores previstos para as diferentes fases do jogo.

Ter os índices de condição físico-atlética ao mais alto nível, excelente defesa, acções rápida de ataque, jogo colectivo, eficácia nos lançamentos, sobretudo triplos, e recuperação defensiva são aspectos a ter em conta, que há muito vêm caracterizando o basquetebol nacional e permitindo o sucesso de Angola no continente e não só.

O facto de ser onze vezes campeã e possuir atletas com experiência competitiva, que durante longos anos jogam no mesmo clube, ou somente na prova interna, assim como o elevado sentido de organização e disciplina táctica proporcionam ao país indicadores bastante positivos em relação aos adversários, mas a equipa não se deve deixar levar por isso, numa altura em que é visível certo crescimento da modalidade em África.

No entanto, renovou-se o corpo técnico (nomeado em Maio último) e um terço da equipa (quatro jogadores), mas mantém-se o núcleo para ir transmitindo gradualmente experiência aos mais novos, de formas a manter o equilíbrio e permitir o normal processo de rejuvenescimento do grupo.

A ausência de atletas influentes na conquista do Afrobasket2013, na Cote d’Ivoire, como Olímpio Cipriano, Milton Barros e Kikas Gomes, além de Carlos Almeida (já retirado), pode pesar na balança, se se tiver em conta que, dado fito de chhegar aos Jogos do Rio2016, as selecções adversárias caminham em sentido inverso, ou seja, buscam integrar jogadores considerados importantes, ausentes na edição anterior.

Em função do único objectivo de estar nos próximos Jogos Olímpicos, a anfitriã Tunísia, que no passado recente conseguiu retirar dos angolanos o principal troféu continental, o Senegal, segundo maior vencedor da prova, e a Nigéria, crónicos candidatos, que nos últimos tempos incrementaram o investimento em atletas das principais ligas do mundo, sobretudo da NBA, e o promissor Egipto, vice-campeão da edição anterior, serão verdadeiros “escolhos” nos intentos da selecção angolana, cuja missão é voltar a marcar presença nessa reunião desportiva universal, após ausência em “Londres2012”.

Face ao nível competitivo e estrutura somática e morfologia dos seus jogadores, alguns dos quais nascidos nos Estados Unidos da América e a actuarem na NBA, a Nigéria e o Senegal são tidos como principais oponentes dos hendeca-campeões africanos, embora a Tunísia, a jogar diante do seu público, tenha também muito a dizer nesta 28ª edição da Taça de África das Nações.

Selecções como o Egipto, a Cote d’Ivoire, os Camarões e o Mali poderão oferecer alguma resistência na prova que “baptiza” o Uganda.

O Afrobaket2015 arranca a 19 próximo, mas Angola inicia a defesa do título dia 20 frente a selecção de Moçambique, segue-se Marrocos no dia 22 e termina a primeira fase (grupo B) a 24 de Agosto diante do Senegal. Daí em diante, ver-se-á o que sucede à selecção mais titulada do continente. (portalangop.co.ao)

 

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