Afrobasket2015: Capitão angolano assume indisciplina táctica

EDUARDO MINGAS EM JOGO OFENSIVO (Foto: Clemente Dos Santos)

Radés – O capitão da selecção nacional de basquetebol, Eduardo Mingas, denunciou a existência de actos de indisciplina táctica no seio da equipa e advertiu para a necessidade de se corrigir a situação, nos próximos dias, sob pena de perderem o troféu em sua posse.

EDUARDO MINGAS EM JOGO OFENSIVO (Foto: Clemente Dos Santos)
EDUARDO MINGAS EM JOGO OFENSIVO (Foto: Clemente Dos Santos)

Ao reagir à imprensa a atitude da equipa no encontro dos oitavos-de-finais (vitória pouco convincente sobre a RCA, por 62-61), o atleta não olhou a meios e nem mediu consequências para assumir que, pelo menos em campo, as coisas não estão a ser bem feitas única e simplesmente por culpa dos jogadores, opinião reforçada pelo seu companheiro Yanick Moreira.

“A responsabilidade é mais nossa, porque não estamos a cumprir o que a equipa técnica está a dizer. Estamos a ser indisciplinados a jogar”, afirmou, acrescentando ser difícil liderar quando há jogadores que não passam a bola, ou seja quando há problema de colectivismo em campo.

Sem, no entanto, indicar nomes, Mingas considerou que se está a jogar como se fossem estrelas, comete-se os mesmos erros quando devia-se fazer melhor, numa altura em que, a seu ver, a equipa não está a jogar nada.

Apelou para a mudança de mentalidade e advertiu: “O campeonato só se ganha no final, nós estamos a jogar como se fossemos estrelas, apesar de que nos outros jogos pensamos que fosse a arbitragem, mas hoje não foi a arbitragem”.

Instado a pronunciar-se sobre reais motivos de tal comportamento, afirmou desconhecer, ao certo, mas sublinhou que não originam de problemas financeiros, pois ainda que houvesse dinheiros em atraso o grupo tinha que lutar para receber e dignificar tais valores.

O poste Yanick Moreira comunga da ideia de serem os atletas responsáveis pela má imagem que o basquetebol angolano está a passar em Tunis, onde está em defesa do título, e chama a atenção para se continuar a trabalhar e acreditar que as coisas vão dar certo.

“Estamos a tentar corrigir algumas coisas que não estão a correr bem, acho que temos de continuar a trabalhar”, disse garantindo haver forma física para encarar as fases seguintes da competição.

O jogador, responsável pela vitória apertada (62-61) ante a RCA, realçou que se deve melhorar, entre outros aspectos, nos lançamentos a longa distância.

Ainda assim, ambos prometem tudo fazer no sentido de Angola vencer, quinta-feira, o Egipto na partida dos quarto-de-finais.

A forma como os que acedem a comunicação social exteriorizam seus pensamentos, a expressão facial durante os pronunciamentos, inclusive do técnico nacional, a recusa de alguns a falarem para a imprensa, o clima de apatia que se verifica na maioria dos integrantes dão uma percepção geral de eventual instabilidade. (portalangop.co.ao)

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