África entre as regiões mais afectadas pelas alterações climáticas

Fatima Jardim (Foto: Angop)
Fatima Jardim (Foto: Angop)
Fatima Jardim
(Foto: Angop)

África e América Latina são consideradas as regiões mais afectadas economicamente pelas estratégias de desenvolvimento e competitividade em função das novas realidades globais de alterações climáticas, segundo avançou a ministra do Ambiente, Fátima Jardim.

Falando segunda-feira na primeira Conferência Nacional sobre Alterações Climáticas, a governante acrescentou que o aumento populacional e das capacidades tecnológicas da era industrial agudizou o regime das trocas energéticas, motivando acções de impactos e danos resultantes da acção do homem sobre a natureza.

“Nos dias de hoje não podemos dissociar a problemática das alterações climáticas do desenvolvimento económico e social dos Estados”, realçou.

De acordo a titular do Ambiente, o registo de eventos extremos resultantes das alterações climáticas é cada vez mais crescente e frequente, sendo África um dos continentes mais afectados.

A ministra disse que são cada vez mais frequentes as ocorrências de seca, inundações, variações no aquecimento da terra, desmoronamento de terras, chuvas torrenciais, terras improdutivas, que perturbam a vida de milhares de indivíduos, com impactos relevantes na sua condição social e económica.

“Após a adopção da convenção quadro das Nações unidas sobre alterações climáticas, que Angola aderiu em 1988, as Nações Unidas criaram o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, e, em 1997, foi assinado o Protocolo de Quioto, que convencionou reduzir as missões aos níveis de 1990”, acrescentou.

Segundo ela, após vários encontros científicos realizados, os governos dos países prepararam a conferência de Copenhaga que recomendou a adopção de políticas e programas para a redução de emissões, tendo África como continente de níveis de emissões mais reduzidos (4 porcento), porém o mais afectado pelas alterações climáticas.

Deste modo, a ministra exprimiu que uma plataforma e posição única são negociadas, ajustadas às principais questões de impacto das alterações climáticas, assumindo o princípio de responsabilidades comuns mas diferenciadas.

“Nos últimos quatro anos em Copenhague (2011), Doha( 2012), Durban (2013) e Lima (2014), o mundo encetou um amplo diálogo e  propôs aos desenvolvimento a capacitação de redução de emissões aos países em vias de desenvolvimento a capacitação e adaptação dos seus modelos de desenvolvimento integrando as alterações climáticas nas políticas transversais com programas de adaptação para em 2030 ter-se uma economia de baixo carbono para a redução da temperatura abaixo de 1,5 dos níveis actuais até 2020. (portalangop.ao)

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