Abertura dos mercados: Bolsas regressam aos ganhos. Euro e petróleo no vermelho

(BLOOMBERG)
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As bolsas do Velho Continente iniciaram a semana a recuperar terreno, depois da pior semana em mais de um mês. Euro e petróleo estão a desvalorizar.

Os mercados em números

PSI-20 ganha 0,74% para 5.602,13 pontos

Stoxx 600 sobe 0,83% para 389,44 pontos

Nikkei valorizou 0,49% para 20.620,26 pontos

Yield 10 anos de Portugal recua 6,4 pontos base para 2,368%

Euro perde 0,33% para 1,1072 dólares

Petróleo cai 1,20% para 48,60 dólares por barril, em Londres

Bolsas recuperam

As bolsas do Velho Continente arrancaram a semana no verde, a recuperarem da maior queda semanal em mais de um mês. O índice europeu Stoxx 600 avança 0,83%, depois de ter desvalorizado 2,7% nas últimas cinco sessões, a reagir à intervenção das autoridades chinesas no mercado cambial. A sustentar a negociação estão as empresas do sector automóvel e do retalho.

Por cá, o PSI-20 soma 0,74%, impulsionado pela banca e pela Jerónimo Martins. O BCP sobe mais de 1% para 6,27 cêntimos, enquanto o BPI ganha mais de 2%, para 97,8 cêntimos. Uma nota positiva ainda para a Jerónimo Martins. A retalhista avança quase 1% para 13,71 euros, ainda a reagir a uma nota de investimento em que o Morgan Stanley melhorou o preço-alvo e a recomendação para a retalhista.

Prémio de risco em queda

Os juros da dívida pública europeia estão a recuar esta segunda-feira, depois da subida generalizada da última sessão. A “yield” portuguesa a 10 anos recua 6,4 pontos base para 2,368%, enquanto a italiana e a espanhola caem ambas 5,1 pontos base, para 1,763% e 1,959%, respectivamente. Já as “bunds” alemãs a 10 anos estão a descer para 0,636%. Esta descida surge depois do Executivo grego ter aprovado na última semana no parlamento as medidas para o novo programa de ajuda ao país e da chanceler alemã Angela Merkel ter mostrado abertura pela primeira vez a um alívio da dívida grega.

Euro em queda

A moeda única europeia está a negociar em queda face ao dólar, depois de na semana passada os números do produto interno bruto (PIB) na Zona Euro terem ficado abaixo das expectativas e num momento em que o mercado está mais confiante numa subida de juros nos EUA já em Setembro. O euro desce 0,33% para 1,1072 dólares, naquela que é a terceira sessão consecutiva de quedas da moeda única. Depois de uma semana marcada pela desvalorização surpresa do yuan por parte das autoridades chinesas, os investidores voltam agora a focar-se na subida de juros nos EUA. Grande parte dos analistas acredita que a presidente do banco central americano, Janet Yellen, suba juros já na reunião de Setembro.

Petróleo estende quedas com perspectivas de maior produção

O excesso de produção de petróleo continua a penalizar os preços da matéria-prima. As cotações do crude estão esta segunda-feira, 17 de Agosto, a cair mais de 1% nos mercados internacionais, depois do Irão ter adiantado que a produção de crude da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) poderá atingir novos recordes. Esta expectativa surge no seguimento do acordo para o programa nuclear iraniano, que permitiu levantar as sanções ao país e exportar mais petróleo. Em Londres, o Brent cai 1,20% para 48,60 dólares por barril, enquanto o WTI, negociado em Nova Iorque, desce 1,39% para 41,91 dólares.

Ouro soma terreno

O metal precioso está a prolongar os ganhos da última semana. O ouro avança 0,39%, para 1.119,25 dólares por onça, depois de ter registado a primeira valorização semanal desde Junho, a beneficiar com a intervenção da China no mercado cambial. A suportar a negociação na sessão de hoje está o reforço das reservas de ouro por parte da China. O país informou no final da semana passada que reforçou o investimento no metal dourado em 1,1% em Julho, uma informação que está a dar suporte aos preços da matéria-prima.

Ao contrário do ouro, os metais industriais seguem a desvalorizar, penalizados pelos receios de que um abrandamento na economia chinesa penalize as vendas e que uma subida de juros nos EUA se traduza numa valorização do dólar, tornando os preços dos metais mais caros noutras moedas. O cobre cai mais de 1%, enquanto o alumínio desvaloriza 0,5%.

Destaques do dia

Plano de contingência para o Novo Banco prevê reforço de capital. As negociações com a Anbang para a venda do Novo Banco estão numa fase crucial. Se houver acordo, o contrato será assinado em breve. Caso contrário, será accionado o plano de contingência, com o Fundo de Resolução a injectar mais capital no banco.

Falsos recibos verdes protegem patrões e contornam nova lei. Dois anos volvidos, a lei que agilizou o reconhecimento dos falsos recibos verdes como trabalhadores dependentes recebe elogios mas também alertas sobre áreas cinzentas a clarificar. Há pessoas que pedem para anular o processo contra a empresa e juízes que aceitam.

Merkel abre a porta a alívio da dívida grega. A chanceler alemã reconhece que a postura do Governo grego é agora “bem diferente” e que, depois de aprovado o terceiro resgate, é preciso avaliar se Atenas vai manter a mesma intensidade. Para já admite alargar as maturidades da dívida e baixar os juros.

Schäuble: Governo grego “deve fazer mais ou menos o contrário do que prometeu durante a campanha”. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou numa entrevista à Deutsche Welle que o novo acordo para o terceiro resgate à Grécia supõe uma confirmação da postura defendida pela Alemanha.

O que vai acontecer hoje

Balança comercial da Zona Euro. O Eurostat publica, esta segunda-feira, o saldo da balança comercial na Zona Euro, em Junho. (jornaldenegocios.pt)

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