76% dos são tomenses estão no desemprego

(Miguel Martins/RFI)
(Miguel Martins/RFI)
(Miguel Martins/RFI)

Em São Tomé e Príncipe mais de 76% da população está no desemprego. As conclusões constam de um estudo realizado plo executivo e em parceria com a Organização do Trabalho. Um fenómeno que atinge na sua maioria a população jovem do arquipélago.

O combate ao desemprego foi eleito como uma das prioridades do actual governo do primeiro-ministro, Patrice Trovoada. A dois meses de assinalar um ano no poder o executivo elaborou um estudo com o apoio da Organização Internacional do Trabalho que conclui que 76% da população do arquipélago está desempregada.

Um fenómeno que atinge na sua maioria a população jovem e que segundo o sociólogo Walter Vera Cruz se deve ao facto do maior empregador ser o Estado: “as empresas públicas estão superlotadas e o nosso tecido empresarial é muito fraco”.

O sociólogo são-tomense, que esteve na apresentação deste relatório, considera que a prioridade passa pela reestruturação dos recursos humanos que existem no arquipélago de forma a capacitar a mão-de-obra para os sectores estratégicos no país. “Os grandes eixos são o turismo, o porto de águas profundas, a reestruturação do aeroporto e a agricultura que vão absorver de certeza o tipo de desempregados que nós temos”.

Este estudo não incluiu porém a economia paralela que tem um importante peso no país, como é o caso das vendedoras ambulantes que exercem uma profissão sem pagar impostos. “É verdade que muitas destas pessoas têm a sua própria forma de subsistência, e não são incluídas nas estatísticas, e fogem ao controlo do Estado”, acrescenta Walter Vera Cruz.

Este documento que pretende implementar nos próximos cinco anos uma política de ajuda à promoção de desemprego e redução da pobreza vai reformar o sector público, promover as iniciativas privadas para a criação de emprego e apostar na formação e integração profissional dos jovens. (rfi.fr)

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