509 mil desempregados não entram nas contas oficias. Taxa seria de 22%

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“A verdade dos factos comprova que, face a junho de 2011, houve uma redução efetiva do número absoluto de desempregados em Portugal”. A afirmação, do final da semana passada, foi de Marco António Costa, porta-voz do PSD, depois de o Instituto Nacional Estatística (INE) ter divulgado estimativas provisórias do desemprego relativas a junho. De facto, o número de desempregados baixou de 675 mil no segundo trimestre de 2011 para 636,4 mil em junho de 2015. Mas o número de inativos disponíveis e de subempregados a tempo parcial, não contabilizados no desemprego oficial, disparou mais de 70% desde 2011 até este ano. No primeiro trimestre, havia 508 800 pessoas numa destas duas situações.

Os números são destacados por Eugénio Rosa, economista da CTGP, no seu último estudo, onde salienta que “a redução do desemprego oficial tem sido conseguida através do aumento significativo do número de desempregados que não são considerados nos números oficias de desemprego”. Ao todo, no final de março deste ano, havia 256,8 mil inativos disponíveis (desempregados que não procuraram emprego no período em que foi feito o inquérito do INE) e 252 mil trabalhadores em subemprego (aqueles que pretendem ter trabalho a tempo completo mas, como não conseguem, aceitam trabalho a tempo parcial). Somando estes aos 636,4 mil desempregados oficiais (número ainda provisório, relativo a junho), o total de desempregados ultrapassaria os 1,145 milhões. A taxa de desemprego passaria de 12,4% para 22%.

“O que isto demonstra, se analisarmos os desempregados com subsídio e somarmos a esses os desempregados sem subsídio, os inativos e subempregados, é que temos mais de 10% da população em crise. Além de que, entre os de-sempregados, não contam os que estão a fazer cursos de formação e estágios”, comenta a economista Mariana Abrantes de Sousa. (dinheirovivo.pt)

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