30 anos depois, ex-assessora de Pintasilgo segue-lhe a ambição presidencial

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As conexões católicas fornecem a Maria de Belém uma vasta rede que vai do CDS ao PS, das Misericórdias à banca. A candidata procura seguir os passos da católica que assessorou no governo logo após o 25 de Abril.

“Maria de Ninguém.” Foi assim que nos meados dos anos 90 do século passado o (já falecido) Contra-Informação da RTP imortalizou a mulher então desconhecida para a generalidade dos portugueses que António Guterres escolheu para a sempre complicada pasta da Saúde.

Foi em 1995, e Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina, então com 46 anos – nasceu em 28 de julho de 1949, no Porto -, jurista de profissão, com uma longa carreira nas áreas sociais da administração pública, chegava às primeiras páginas dos jornais, onde agora voltou a estar por via das suas ambições presidenciais.

“Maria de Ninguém” acabou por ser uma designação feliz, tendo em conta o percurso político que Maria de Belém foi construindo: o de uma personalidade independente sempre atenta à preservação de uma imagem distante – mas não desinteressada – das guerras de fações dentro do PS. Em 2011, quando Almeida Santos conseguiu finalmente ser substituído como presidente do PS – andava a pedi–lo há muito -, o seu nome, proposto por António José Seguro, surgiu naturalmente. (dn.pt)

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