Zaire: Factores adversos adiam prazo de eliminação de minas no país

Técnicos de desminagem (Foto: Angop)

Mbanza Congo – Angola, enquanto estado parte da convenção de Ottawa (Canadá) esgotou, em 2012, os 10 anos previstos para a erradicação das minas no território nacional, cujo incumprimento desta meta deveu-se ao longo conflito armado que dilacerou o país.

Técnicos de desminagem (Foto: Angop)
Técnicos de desminagem (Foto: Angop)

A afirmação é do presidente da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH), general Santana André Pitra “Petroff”, quando discursava quinta-feira, em Mbanza Congo, na abertura da 9ª sessão plenária da acção contra minas da coordenação local do sector.

O responsável acrescentou que a diversidade dos actores e intervenientes do conflito armado, a vasta extensão do território nacional e o seu clima adverso são outros factores que concorreram para o incumprimento dos prazos previstos para a erradicação das minas no país.

Lembrou, na ocasião, que Angola assumiu há três anos, o compromisso de estudar de forma mais profunda a dimensão do problema das minas no território nacional e apresentar, em cinco anos, um conjunto de propostas programáticas, financeiras e temporais para a eliminação do problema das minas.

Para o efeito, prosseguiu, estão em curso diversas actividades, das quais se destaca a pesquisa não técnica e a consequente actualização da base de dados central da CNIDAH, instrumento que permitirá aferir a extensão do problema do remanescente, os progressos efectuados ao longo dos anos, com vista a planificar uma resposta adequada à dimensão do desafio a identificar.

Realçou que, desde 2002, a desminagem em particular, e o sector de acção de minas, em geral, têm acompanhado os distintos programas e projectos humanitários e de reconstrução e desenvolvimento do executivo, que permitiram a limpeza de mais de três mil milhões de metros quadrados de superfície territorial a nível de todo o país e mais de 50 mil quilómetros de estradas.

No âmbito do programa de reconstrução nacional delineado pelas autoridades angolanas, segundo ainda o presidente da CNIDAH, o executivo reforçou a capacidade técnica e de operatividade das diferentes operadoras de desminagem intervenientes, nomeadamente INAD, Unidade Especial de Engenharia das Forças Armadas Angolanas (FAA), da Polícia de Guarda Fronteiras e a Equipa Especial da Casa de Segurança da Presidência da República.

Apontou como objectivo do encontro, esclarecer e fortalecer a estratégia de actuação do sector a luz do plano estratégico 2013/2017, com vista a responder melhor aos novos desafios, cujas plenárias do género realizaram-se já nas províncias do Bié, Cuando Cubango, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Huambo, Malange e Moxico, devendo abarcar todo o país, antes do final deste ano.

Participam nesta reunião, aberta pelo governador provincial do Zaire, José Joanes André, delegados e directores provinciais, administradores municipais, representantes das igrejas, autoridades tradicionais, representantes das operadoras públicas e privadas de desminagem, de organizações não-governamentais, das forças de defesa e ordem pública, entre outros. (portalangop.co.ao)

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