Visita de Nyusi a Portugal termina com perspectivas de cooperação e de parcerias

Filipe Nyusi foi recebido com honras militares em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde se encontrou com Cavaco Silva (AFP/Getty Images)
Filipe Nyusi foi recebido com honras militares em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde se encontrou com Cavaco Silva (AFP/Getty Images)
Filipe Nyusi foi recebido com honras militares em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde se encontrou com Cavaco Silva (AFP/Getty Images)

A visita oficial do Presidente da República de Moçambique a Portugal terminou com um Fórum de Negócios, no qual se falou em diversificação económica e na promoção dos investimentos e parcerias entre os dois países.

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, termina esta sexta-feira (17.07) a visita de Estado oficial de 4 dias a Portugal. Diversificação económica, promoção de investimentos entre os dois países e facilitação da circulação de pessoas foram alguns dos temas abordados.

Filipe Nyusi esteve esta sexta-feira em Lisboa, no Fórum de Negócios Portugal-Moçambique. O chefe de Estado moçambicano afirmou que o país está perante uma oportunidade única de transição e defendeu a aposta no desenvolvimento de uma economia multissectorial produtiva e competitiva.

Entre as várias oportunidades de investimento, Nyusi destacou as infra-estruturas, o turismo, a mineração, a pecuária e os serviços como sectores importantes. Afirmou ainda que pretende “explorar agressivamente” a energia, que considera ser um factor diferenciador para Moçambique.

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, elogiou a preocupação de Moçambique com a diversificação económica, afirmando que é muito importante que o país não se transforme numa uma economia monotemática e dependente dos recursos naturais, nomeadamente do gás.

“Tanto Moçambique como Portugal estão numa conjuntura positiva de crescimento que devemos aproveitar. Revelo igualmente que estamos atentos às oportunidades que nos esperam. Aguardamos com expectativa que a aposta seja nos dois sentidos e que comecem a surgir investimentos também de empresas moçambicanas em Portugal”, disse o primeiro-ministro durante o Fórum de Negócios.

Portugal foi, em 2014, o quarto país que mais investiu em Moçambique.

Promover as parcerias e o investimento

Passos Coelho afirmou ainda que quer que as exportações portuguesas ultrapassem os 50% do PIB até 2020, situando-se nos 46% em 2017, e apelou à criação de parcerias entre as empresas portuguesas e moçambicanas.

Nyusi destacou também que é necessária uma nova legislação que promova o investimento no setor privado em Moçambique, e que a economia portuguesa e moçambicana podem caminhar de mãos dadas e com benefícios mútuos.

Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República de Portugal, concorda e sublinhou que o país quer estar na “linha da frente” da cooperação com Moçambique.

“Num período em que o tecido empresarial português tem dado provas de capacidade e competitividade na abertura a novos mercados e no estabelecimento de novas parcerias, um país como Moçambique justifica e tem sabido merecer uma atenção muito especial”, declarou o chefe de Estado português.

Nyusi desafia a CPLP a ser mais “arrojada”

O Presidente moçambicano lançou ainda um desafio a Cavaco Silva e à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): “Senhor Presidente, caro amigo: antes de terminar, gostaria de lançar aqui um desafio para que a nossa CPLP tenha uma estratégia arrojada, isto é, sair do ditado de que só a língua comum nos une, para desembarcar numa cooperação económica e empresarial que poderá sustentar a sua existência.”

Além da diversificação económica e da promoção dos investimentos bilaterais, foi também abordada durante esta visita a questão da emissão do visto de negócios e da facilitação da circulação de pessoas entre os dois países. (dw.de)

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