“Portugal cometeu um tremendo erro ao reconhecer a independência de Angola tardiamente” – Otelo Saraiva de Carvalho

POLÍTICO PORTUGUÊS OTELO SARAIVA DE CARVALHO (rtp.pt)

Lisboa – Portugal cometeu um “tremendo erro” ao reconhecer tardiamente a independência de Angola, considera Otelo Saraiva de Carvalho, um dos rostos do Movimento dos Capitães de Abril de 1974, que derrubou o regime político que vigorou em Portugal, entre 1933 e 1974.

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POLÍTICO PORTUGUÊS OTELO SARAIVA DE CARVALHO (rtp.pt)

Angola ascende à independência a 11 de Novembro de 1975, decorridos 17 meses após a queda do fascismo em Portugal, a 25 de Abril de 1974, mas só três meses depois, na segunda metade de Fevereiro de 1976, Lisboa reconheceria o novo país, numa altura em que outros 82 Estados já haviam dado esse passo.

Em entrevista à Angop, a primeira concedida a um órgão de informação angolano, e por ocasião dos 40 anos da independência nacional (11 de Novembro), Saraiva de Carvalho sentencia que, ao tornar-se nos últimos países do mundo a aceitar a independência de Angola, Portugal “levou a que, hoje, as relações com Angola tenham sempre embaraços”. “Há coisas que deixam marcas para sempre”, afirma.

Na Grande Entrevista, cujo texto integral a Angop publica hoje, Otelo de Carvalho, retirado da política activa, afirma que dos três movimentos políticos de libertação angolanos, os capitães de Abril de 1974 tinham mais simpatias pelo MPLA, por razões “ideológicas” e capacidade de “gestão política”.

“Com a UNITA e com a FNLA nunca tivemos simpatias. O Jonas Savimbi não nos dava garantias nenhumas. O Holden Roberto, apesar de ter andado em missões evangélicas, também não nos dava garantia de qualquer gratidão por parte deles. Portanto, tínhamos que fazer uma escolha e a escolha recaiu sobre o MPLA”, declarou Otelo. (portalangop.co.ao)

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