Violas: “Opomo-nos à fusão entre o BPI e o BCP, neste momento”

(jornaldenegocios.pt)
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O Grupo Violas, que é o maior accionista português do BPI, é contra uma fusão no imediato entre o BPI e o BCP. E, numa entrevista ao Diário Económico deixa críticas à gestão de Fernando Ulrich. E defende que o banco deve permanecer em África.

A Violas Ferreira é um dos maiores accionistas do BPI, com mais de 2,5% do seu capital e é o maior accionista de nacionalidade portuguesa. O administrador, Tiago Violas Ferreira, revela, em entrevista ao Diário Económico, que está contra a proposta de Isabel dos Santos e que passa pela fusão entre o BPI e o BCP. Diz ser a favor da consolidação mas é contra a fusão neste momento.

O responsável considera que “a consolidação bancária é uma realidade não só em Portugal mas na Europa”, o que significa que é um cenário que vai ocorrer em Portugal, “seja o BPI participante nesse movimento ou não.” Mas opõe-se, para já a uma fusão com o BCP. E explica porquê: “Neste momento o BCP não pode, enquanto continuar com as ajudas estatais, fazer esta fusão.” Além disso, a capitalização bolsista dos dois bancos “não transparece a saúde dos dois bancos”, com o BPI a ter um crédito em risco muito inferior ao do BCP.

“Uma potencial sociedade resultante da fusão do BPI e BCP assusta-me, como é óbvio. Prefiro de longe o BPI pequeno e saudável do que a junção destes dois bancos e com um problema destes da qualidade de crédito.” Além disso, “gosto bastante mais da qualidade dos activos do BPI do que dos do BCP.”

Tiago Violas Ferreira deixa elogios à gestão actual do BCP, deixando assim a porta aberta a uma consolidação no futuro.

Mas deixa críticas à actual gestão do BPI, liderada por Fernando Ulrich. “O BPI Portugal está muito pouco eficiente.” “A actual conjuntura não se compadece com empresas gordas e pouco musculadas.” Esta posição “não deixa de ser uma crítica à gestão do BPI porque uma empresa proactiva está um passo à frente daquilo que tem de fazer e portanto o BPI podia ter sido mais dinâmico.”

E ainda que defenda que “não há dúvida que a análise de risco do BPI foi fantástica em relação aos congéneres” em termos de eficiência ficou atrás, apontando assim o dedo à gestão do banco.

Questionado sobre se considera que com outra gestão a liderar o destino do banco seria diferente Tiago Violas Ferreira diz: “É possível que sim. Se olharmos para o Santander Totta vemos que eles, com os mesmos recursos do BPI, têm um volume de negócios que é quase o dobro.”

Quanto aos activos em África, “a nossa posição, que já é pública, é que achamos que África tem muito valor no longo prazo. No curto prazo o preço do petróleo veio condicionar a actualidade mas é preciso perceber que Moçambique e Angola não são só petróleo e gás, pelo que defendemos a permanência em África.”

“Em termos de direcção para onde queremos ir com certeza que sim. Metade do valor do banco está em África, portanto não fazia sentido estarmos a amputar essa metade”, acrescenta. (jornaldenegocios.pt)

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