Unidade em torno do pensamento sobre futuro é um facto – Roberto de Almeida

ROBERTO VICTOR DE ALMEIDA, VICE PRESIDENTE DO MPLA (Foto: Angop)

Quarenta anos após o surgimento de Angola como Estado livre e independente, é notória a unidade em torno do pensamento daquilo que deve ser o país, apesar de, segundo o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, em muitos aspectos cada um pensar da sua maneira.

ROBERTO VICTOR DE ALMEIDA, VICE PRESIDENTE DO MPLA (Foto: Angop)
ROBERTO VICTOR DE ALMEIDA, VICE PRESIDENTE DO MPLA (Foto: Angop)

O vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, fez esta referência em entrevista à Angop, quando se pronunciava sobre os ganhos para a democracia angolana ao longo dos 40 anos de independência nacional, que o país assinala a 11 de Novembro do corrente ano.

Para o político, no que toca ao desempenho das forças políticas no sentido da consolidação do Estado/Nação, “é evidente que em Angola existe hoje um grande pluralismo”.

No entanto, referiu que “o multipartidarismo é um caldeirão onde fervilham ideias de toda a espécie e onde há seres humanos, por isso cada um pensa o país à sua maneira”.

No entanto, argumentou que  já existe uma maioria que pensa no sentido certo, no que se deve realizar para o país “e isso é o que salvaguarda esta Nação para não se fragmentar, apesar do pluralismo de opiniões”.

Roberto de Almeida referiu-se ainda ser bom que existam outras ideias, mas considerou importante que os debates cheguem a consenso, por ser necessário que se harmonizem as opiniões para encontrar-se saídas e soluções para os diferentes problemas.

Ainda assim, argumentou que são salutares as relações político-partidárias, por não serem relações conflituosas e, neste contexto, apresentou como exemplo o facto de existirem países em que as relações entre partidos são muito mais difíceis, quiçá antagónicas.

Daí que, disse, o MPLA defende que haja tolerância, para que as pessoas possam conversar.

Para o vice-presidente do MPLA , sem paz não há democracia. É preciso que haja paz, tranquilidade de espírito e estabilidade social para que as liberdades sejam aperfeiçoadas e, progressivamente, melhoradas, chegando a todos os pontos do país e pessoas.

No entanto, disse, o primeiro passo é, evidentemente, a salvaguarda da paz. “Temos que defender a paz. Temos que defender o pensamento político a que cada um tem direito, desde que se conforme com as leis do país, para que possamos crescer na diversidade própria de um país como Angola, com pessoas de várias origens, de formações diferentes.

Sublinhou ser natural que haja diferenças, mas acredita que se possa harmonizar tudo dentro de um quadro único, que una a todos por serem  angolanos, de constituir-se “uma Nação que se quer digna, próspera e que possa ascender, cada vez mais, no concerto das Nações”. (portalangop.co.ao)

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