UEA lamenta morte de Corsino Fortes

Sede da União dos Escritores Angolanos( UEA) (ANGOP)
Sede da União dos Escritores Angolanos( UEA) (ANGOP)
Sede da União dos Escritores Angolanos( UEA) (ANGOP)

A União dos Escritores Angolanos (UEA) lamentou neste sábado, em nota endereçada à Angop, a morte do poeta cabo-verdiano Corsino Fortes, um dos nomes mais sonantes da literatura lusófona.

O escritor faleceu sexta-feira última, na sua cidade natal, Mindelo, aos 82 anos, vítima de cancro, escassos dois dias após ter lançado o último livro “Sinos de Silêncio: canções locais”.

Na sua nota, a UEA refere que Corsino Fortes foi um dos mais proeminentes literatos lusófonos, que conseguiu, com a sua triologia “Pão e Fonema” (1974), “Árvore e Tambor” (1986) e “Pedra de Sol & Substância” (2001) expressar uma releitura da consciência pós-colonial da sociedade e cultura de Cabo Verde.

Refere que o mesmo presidiu a Associação dos Escritores de Cabo Verde entre 2003 e 2006, tendo sido considerado por muitos críticos como “o maior poeta épico das ilhas, príncipe ou poeta maior de Cabo Verde”.

Corsino Fortes, lê-se na nota, mudou o ângulo de abordagem da estrutura temática da literatura, com a introdução de elementos simbólicos do universo insular, projectando o sujeito de esperança contra a das migrações.

“Foi para os utentes da língua portuguesa um configurador da memória colectiva de um grupo, pelo uso marcante de uma linguagem de consciência histórica, fruto da independência do povo de Cabo Verde”, exprime a nota da UEA. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA