Tsipras diz que só aprovou acordo para evitar desastre na Grécia

Alexis Tsipras (d) conversou com jornalistas do canal público ERT na véspera do debate no parlamento. (REUTERS/Andrea Bonetti)
Alexis Tsipras (d) conversou com jornalistas do canal público ERT na véspera do debate no parlamento. (REUTERS/Andrea Bonetti)
Alexis Tsipras (d) conversou com jornalistas do canal público ERT na véspera do debate no parlamento.
(REUTERS/Andrea Bonetti)

O parlamento grego discute nesta quarta-feira (15) o novo plano de rigor imposto pelos credores europeus como condição para a libertação de um terceiro pacote de ajuda financeira ao país. Poucas horas antes do voto, o primeiro-ministro Alexis Tsipras reconheceu que não acredita na eficácia do acordo, mas que validou o texto para “evitar um desastre para o país”.

Alexis Tsipras deu uma entrevista à televisão pública grega ERT na véspera do voto do texto que está sendo criticado por parte da população e membros de seu partido, Syriza. “Assumo as responsabilidades por qualquer erro que eu possa ter cometido. Assumo minha responsabilidade por um texto no qual não acredito, mas que assinei para evitar um desastre para o país”, disse o primeiro-ministro grego, um dia após o anúncio do acordo.

O projecto de lei sobre as reformas foi apresentado nesta terça-feira ao parlamento e, depois de ser examinado pelas comissões, deverá ser debatido na quarta-feira na Assembleia grega. Após a ratificação, os líderes dos outros 18 países da zona do euro começarão as negociações com Atenas sobre o novo programa de resgate, que terá duração de três anos e um valor de até € 86 biliões. Esse é o terceiro pacote lançado em cinco anos para tentar tirar a Grécia da crise económica.

Mas para o Fundo Monetário Internacional, a ajuda não será suficiente. Segundo o FMI, a zona do euro deve ir “muito mais longe” do que o previsto para aliviar a dívida da Grécia e poderá, até, se ver obrigada a perdoar parte do montante. A informação foi divulgada em um relatório publicado pela instituição nesta terça-feira. Segundo o documento, Atenas pode precisar de “mais financiamento” proveniente dos Estados europeus.

Bancos gregos só devem abrir após ratificação do acordo

O primeiro-ministro grego cogitou que os bancos do país, que não abrem suas portas desde 29 de Junho, poderiam continuar fechados por alguns dias. “A abertura dos bancos depende do acordo final, o que não deve acontecer antes de um mês”, afirmou o chefe do governo.

O sindicato dos funcionários públicos da Grécia, Adedy, convocou uma greve de 24 horas na quarta-feira. (rfi.fr/com informações da AFP)

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