Televisões e partidos reúnem-se com nova proposta para debates

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As televisões generalistas e os partidos com assento parlamentar voltam hoje a reunir-se, pela terceira vez, sobre os debates das legislativas, com nova proposta que inclui o líder do CDS-PP, Paulo Portas, nos frente-a-frente.

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A RTP, SIC e TVI entregaram na quinta-feira uma nova proposta aos partidos, disseram à Lusa fontes ligadas ao processo.

Na proposta anterior, as televisões previam três frente-a-frente entre os líderes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do PS, António Costa, um debate com todos os partidos com assento parlamentar, em terreno neutro, para todos os meios de comunicação social transmitirem, e um conjunto de debates entre os partidos.

De acordo com fontes ligadas ao processo, na proposta anterior não estavam previstos debates com Paulo Portas, uma vez que o CDS-PP candidata-se com o PSD na coligação Portugal à Frente.

Agora a nova proposta inclui Paulo Portas nos debates, prevendo-se três frente-a-frente, adiantaram as mesmas fontes.

O ajuste do calendário, quando e com quem serão os debates, são detalhes que vão estar hoje em discussão.

A lei que regula a cobertura jornalística em período eleitoral, publicada em Diário da República na semana passada, refere que “no período eleitoral os debates entre candidaturas promovidos pelos órgãos de comunicação social obedecem ao princípio da liberdade editorial e de autonomia de programação, devendo ter em conta a representatividade política e social das candidaturas concorrentes”.

O Presidente da República marcou as legislativas para 04 de outubro e considerou “desejável” que o próximo Governo tenha um apoio “maioritário” no parlamento e seja “sólido, estável e duradouro”.

Numa comunicação ao país, Cavaco Silva afirmou que cabe aos partidos a responsabilidade de negociar “uma solução governativa estável e credível” com apoio maioritário no parlamento, face à possibilidade de nenhum deles alcançar maioria.

O Presidente da República apelou ainda a uma campanha eleitoral serena e com elevação, considerando que, no momento que Portugal atravessa, é essencial preservar “pontes de diálogo” entre os partidos. (noticiasaominuto.com)

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