Sócrates “não foi decisivo em nada” no sucesso do Grupo Lena

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O ex-primeiro-ministro apenas fez o seu trabalho de diplomacia económica, defende presidente da construtora sediada em Leiria.

Em entrevista ao Expresso, o presidente do Grupo Lena rejeita a ideia de que José Sócrates foi preponderante para o sucesso da empresa no estrangeiro, considerando até que essa informação constitui uma “maldade”. Questionado sobre o processo em que os dois amigos – Sócrates e Carlos Santos Silva – estão envolvidos, diz-se contra todas as formas de obter riqueza que não seja através do trabalho.

Para Joaquim Paulo da Conceição, o ex-primeiro-ministro teve um “papel importante na diplomacia económica do pais” e possui um perfil de governante que é o do “agarrar as competências que existem no país e promovê-las lá fora”. Porém, rejeita a hipótese de que o sucesso da construtora lá fora se deve única e exclusivamente a ele.

“Nos sete anos antes de Sócrates o grupo teve 2,93,% de todas as adjudicações de obras públicas. E nos sete anos de Sócrates teve 2,54 %”, salienta, reforçando a ideia de que a “abordagem de que Sócrates teve um impacto na faturação da empresa aborrece, porque põe em causa as competências dos trabalhadores do Grupo Lena”.

“Sócrates não foi decisivo em nada. Que o homem fez o seu trabalho de diplomacia económica para mais de 100 empresas, que apareceram na Venezuela, fez. Mas o trabalho e a capacidade de inovação foram nossos”, afirma o empresário.

Já quanto a Carlos Santos Silva reconhece que este foi “muito importante na operação e trabalho efetivamente feito” na Venezuela e que se trata de uma pessoa “muito inteligente”.

Quanto às trocas de avultadas quantias de dinheiro entre Santos Silva e Sócrates, Joaquim Paulo da Conceição afirma que “quem valoriza o trabalho como fonte de riqueza tem uma perceção própria sobre outras formas de obter dinheiro. E tem uma grande hostilidade quanto a tudo o que seja fenómeno de corrupção”. (noticiasaominuto.com)

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