SG do MPLA advoga estratégia comum para combater terrorismo

Dino Matross, secretário geral do MPLA (Foto: Angop)
Dino Matross, secretário geral do MPLA (Foto: Angop)
Dino Matross, secretário geral do MPLA
(Foto: Angop)

O Secretário-Geral (SG) do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, defendeu hoje, em Nova Iorque, uma estratégia comum no combate ao terrorismo, uma vez haver sinais claros de existência de uma coordenação entre os diferentes grupos terroristas que actuam em várias regiões do mundo.
Discursando na reunião do Conselho da Internacional Socialista (IS), iniciada segunda-feira e com término nesta terça-feira, o dirigente partidário disse verificarem-se fortes evidências e semelhanças no modus operandi dos diversos grupos, a julgar pelos meios letais, logísticos e financeiros que possuem, constituindo uma grande preocupação para a paz e a estabilidade mundial.

Para Dino Matrosse, que é também Vice-Presidente da IS, os recentes ataques terroristas na Tunísia, França e no Kuwait, pela sua coincidência e simultaneidade, são a prova mais evidente de que se está perante uma organização coordenada de dimensão internacional determinada em promover a insegurança à escala planetária.

Perante essa ameaça, “a preocupação é global e a solução tem de ser também global e eficaz, porque o mundo é cada vez mais aberto a meios de comunicação, mercê das facilidades que oferecem as novas tecnologias, que permitem uma rápida superação das barreiras geográficas e das distâncias entre regioões do mundo”.

O político advogou a necessidade de se combater com determinação aqueles que estimulam, encorajam e financiam acções terroristas, bem como o terrorismo informático e financeiro, onde quer que estes actos ocorram.

“Devemos ser implacáveis a escala mundial, porque perdem-se vidas humanas, destroem-se bens públicos e privados necessários ao bem-estar das pessoas”, enfatizou o SG do MPLA, cuja delegação integra o director do Departamento de Relações Internacionais (DRI) do Comité Central, Pedro Chaves, o director do Jornal ÉME, Emanuel Mangueira, e o chefe de Divisão do DRI/CC, João dos Santos Neto.

Em relação à África, disse que é necessária mais coordenação, cooperação e compromisso no combate ao terrorismo e outras acções armadas, para devolver a paz aos “irmãos da Nigéria, República Democrática do Congo, República Centro Africana, Somália, do Burundi, Mali e Sudão”.

“Este é um dos compromissos do meu país, do Presidente do nosso Partido, do Presidente da República e Presidente da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos”, salientou, afiançando que Angola, que este ano celebra o 40º aniversário da sua independência, continuará seriamente engajado e comprometido com a paz, concórdia, democracia e a estabilidade.

Dino Matrosse defendeu, por outro lado, a reforma do sistema das Nações Unidas, para a qual, segundo ele, a Internacional Socialista tem já uma base amplamente trabalhada e discutida, adiantando que a devolução do papel da ONU é garantia de eficácia, isenção e de melhor concertação com as demais instituições que interferem nas questões internacionais.

A finalizar, o SG do MPLA sublinhou que “a consolidação das conquistas, a preservação e a busca da paz para África e para o mundo é um compromisso inadiável por vocação própria e enquanto membros da Internacional Socialista, que tem na paz um dos seus valores supremos”. (portalangop.ao)

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