Serra Leoa: Ébola no país volta a preocupar OMS apesar de atingir nível mais baixo na região

LOGOTIPO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) (Foto: Angop)

Genebra – A Organização Mundial de Saúde (OMS) comemorou nesta quarta-feira que o número de infecções semanais pelo vírus Ébola tenha atingido o seu nível mais baixo em mais de um ano na África ocidental, mas manifestou a sua preocupação com a Serra Leoa.

LOGOTIPO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) (Foto: Angop)
LOGOTIPO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) (Foto: Angop)

Não houve mais do que quatro casos confirmados na Guiné-Conakry e três na Serra Leoa na semana de 20 de Julho, anunciou a OMS no seu último relatório semanal sobre a epidemia.

A organização alertou, contudo, que um dos casos na Serra Leoa – um paciente morto após ter ido à capital Freetown, na região de Tonkolili (centro) – representava “um risco consequente de transmissão posterior”.

O paciente foi diagnosticado positivo para o vírus após a sua morte no hospital, a 23 de Julho. A OMS estima que este manteve contacto com pelo menos 500 pessoas, todas em Tonkolili, “várias delas consideradas de alto risco”. Tonkolili registou o seu primeiro novo caso em Julho, encerrando um período de 150 dias sem novas infecções.

A situação é melhor na Libéria, onde não houve novos casos durante a mesma semana, após um breve ressurgimento do vírus há um mês.

O presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, anunciou no último domingo um plano de retomada pós-Ebola para redireccionar a economia, a saúde e a educação, e erradicar o vírus no país.

Este plano foi divulgado após a cimeira de 10 de Julho de Nova Iorque durante a qual os três países mais afectados pela epidemia de Ébola (Serra Leoa, Guiné-Conakry e Libéria) receberam de doadores promessas de financiamento de 3,4 biliões de dólares (1 USD equivale a cerca de 126 AKZ) para ajudar a impulsionar as suas economias.

A epidemia de Ébola na África ocidental, a mais grave desde a identificação do vírus na África central em 1976, começou em Dezembro de 2013 no sul da Guiné-Conakry. A crise deixou mais de 11 mil e 200 mortos de um total de 27 mil e 700 casos identificados, segundo a OMS.

Mais de 99% das vítimas concentram-se na Guiné-Conakry, Serra Leoa e Libéria, onde a doença desorganizou os sistemas de saúde, devastou as economias e afugentou os investidores internacionais. (portalangop.co.ao)

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