Secretário de Estado do Interior alerta sobre riscos

Eugénio Laborinho, Secretário de Estado do Interior (Foto: Lino Guimaraes)
Eugénio Laborinho, Secretário de Estado do Interior (Foto: Lino Guimaraes)
Eugénio Laborinho, Secretário de Estado do Interior (Foto: Lino Guimaraes)

Os processos de desenvolvimento não sustentáveis dos países, empresas ou pessoas podem originar riscos que geram novas vulnerabilidades e novas possibilidades de desastres, admitiu hoje, sexta-feira, em Luanda, o secretário de Estado do Interior para Protecção Civil e Bombeiros, Eugénio Laborinho.

O responsável falava no acto central das celebrações do Dia Mundial da População, a assinalar-se a 11 deste mês, sob o lema “A população vulnerável em situação de emergência uma responsabilidade multisectorial”, tendo sublinhado que esta relação de criação do risco de desastres manifesta-se claramente nas cidades africanas.

A titulo de exemplo, Eugénio Laborinho citou as cidades capitais, onde as administrações centrais e municipais não investiram na redução do risco existente em aglomerados humanos situados em locais de multiameaças.

Frisou que nos últimos anos Angola tem sido afectada por desastres naturais e alguns tecnológicos, como chuvas fortes, seca, calemas, deslizamentos de terra, ravinas, incêndios e raios.

“A estes desastres naturais podemos juntar de uma forma geral o risco de epidemias Marburg, Cólera e Raiva e as ameaças de pandemias como VIH/Sida e a gripe Pandémica”, disse.

Acresceu que o risco de desastre é um processo social caracterizado pela coincidência de fenómenos físicos potencialmente perigosos e elementos sócioeconómicos expostos num mesmo tempo e território.

Segundo a fonte, a vulnerabilidade diz respeito a predisposição ou susceptibilidade física, económica, política, social e ambiental de uma comunidade a ser afectada ou sofre efeitos adversos quando uma ameaça se manifesta.

As actividades, que marcam as celebrações alusivas ao Dia Mundial da População, a assinalar-se a 11 deste mês, decorrem desde o dia 9 até 11 deste mês e estão a ser organizadas por uma comissão interministerial onde constam os Ministérios da Assistência e Reinserção social (Minars), da Família e Promoção da Mulher (MINFAMU), da Administração e Território (MAT), da Saúde (MINSA), do Interior (MININT), com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) e o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Temas como abordagem sobre as diferentes situações de vulnerabilidade, referências internacionais sobre atendimento de populações vulneráveis em situações de emergências, a Importância e valores da Família perante situações de calamidade, urbanização, Programas Habitacionais e a perspectiva de inclusão das pessoas vão igualmente ser aflorados.

Igualmente, serão discutidos os temas sobre a importância das intervenções sanitárias, particularmente as relacionadas com a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, malária, doenças diarréicas agudas, má nutrição e doenças preveníveis pela vacinação, entre outras.

O Censo Geral da População e sua importância para o processo de tomada de decisão e concepção de medidas de políticas em benefício das populações vulneráveis, foco nos Planos de Prevenção e Mitigação dos Impactos, prevenção e controlo das Doenças Sexualmente Transmissíveis, particularmente o VIH/SIDA, constam igualmente dos temas a debater no âmbito das celebrações do Dia Mundial da População. (portalangop.co.ao)

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