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“Se o Estado é mau gestor, o chinês ou o angolano não são melhores”
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“Se o Estado é mau gestor, o chinês ou o angolano não são melhores”

“Entrega daquilo que é de todos para ser gerida por uma lógica de maximização de lucros para poucos”, assim vê Mariana Mortágua as privatizações.

(D.R)

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Mariana Mortágua lançou, há alguns dias, com Jorge Costa, o livro ‘Privataria’, em que critica largamente o programa de privatizações levado a cabo pelo Governo. Numa entrevista ao jornal Público, a deputada do Bloco de Esquerda explica, esta segunda-feira, o que a move.

Para começar, entende a deputada bloquista que as privatizações “não foram casuísticas, foram calculadas. Foram um projeto político e ideológico de reconstituição da burguesia portuguesa para voltar a dar às mesmas famílias o poder e o controlo sobre setores estratégicos”.

Além disso, salienta a cabeça de lista por Lisboa que “todas as garantias que foram sendo dadas foram quebradas” e que há argumentos falsos para justificar a alienação de empresas do Estado.

“O argumento de que a gestão privada é mais eficiente cai por terra quando vemos que há empresas públicas bem geridas, tal como empresas privadas (como a PT e o BES) mal geridas”, começa por justificar, acrescentando: “O argumento da urgência financeira para conseguir receitas para abater a dívida cai por terra quando reparamos o quão pequeno é este montante no contexto da dívida e quando fazemos contas ao que o Estado perde em dividendos”.

“Por outro lado”, remata Maria Mortágua, “dizia-se que as empresas privadas são mais competitivas, capazes de prestar um melhor serviço a melhores preços, mas também esse argumento cai por terra quando as pessoas veem os resultados concretos: o preço da energia na EDP e na Galp”.

É, do ponto de vista da bloquista, “injustificável” que mais de metade do dinheiro das privatizações venha da China, até porque “se o Estado é mau gestor (…), não há razão para o Estado chinês ou angolano gerirem melhor”.

Além disso, “qualquer privatização de um setor estratégico é má porque implica uma entrega daquilo que é de todos para ser gerida por uma lógica de maximização de lucros para poucos”. (noticiasaominuto.com)

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