São Tomé e Príncipe comemora hoje 40 anos de independência

Bandeira de São Tome e Príncipe no hotel da Inglaterra (Foto: Rafael Maranhão / Globoesporte.com)
Bandeira de São Tome e Príncipe no hotel da Inglaterra (Foto: Rafael Maranhão / Globoesporte.com)
Bandeira de São Tome e Príncipe no hotel da Inglaterra (Foto: Rafael Maranhão / Globoesporte.com)

A República de São Tomé e Príncipe assinala hoje, 12 de Julho, o 40º aniversário da proclamação, em 1975, da sua independência do regime colonial português, fruto de vários anos de luta armada.

Em 1960, um grupo de nacionalista passou a opor-se ao domínio colonial português, para reivindicar a independência do arquipélago e, por conseguinte, vários outros ganhos como trabalho dignificante e vida condigna para os santomenses.

Este grupo, em 1972, deu origem ao Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), até que, em 1975, após cerca de 500 anos de controlo de Portugal, o arquipélago é descolonizado e Pinto da Costa torna-se no primeiro presidente do país.

Após a independência, foi implantado um regime socialista de partido único sob a alçada do MLSTP. Dez anos após (1985), dá-se início a abertura económica do país. Em 1990, adopta-se uma nova Constituição, que institui o multipartidarismo.

No ano seguinte, as eleições legislativas apresentam o Partido de Convergência Democrática – Grupo de Reflexão (PCD-GR) como grande vencedor, ao conquistar a maioria das cadeiras no parlamento.

A eleição para presidente contou com a participação de Miguel Trovoada, ex-primeiro-ministro do país que estava exilado desde 1978. Trovoada foi eleito para o cargo.

Nas eleições parlamentares de 1998, o MLSTP incorpora no seu nome PSD (Partido Social Democrata) e conquista a maioria no Parlamento, o que tornou possível ao partido indicar o primeiro-ministro.

O país é um Estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 964 km², com cerca de 160 mil habitantes.

Não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.

As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. Foi, então, uma colónia de Portugal desde o século XV até à sua independência.

A cana-de-açúcar foi introduzida nas ilhas no século XV, mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais levaram a cultura agrícola ao declínio no século XVI. Assim sendo, a decadência açucareira tornou as ilhas entrepostos de escravos.

Numa das várias revoltas internas nas ilhas, um escravo chamado Amador, considerado herói nacional, controlou cerca de dois terços da ilha de São Tomé.

A agricultura só foi estimulada no arquipélago no século XIX, com o cultivo de cacau e café. Durante estes dois séculos do Ciclo do Cacau, criaram-se estruturas administrativas complexas. Elas compunham-se de vários serviços públicos, tendo à sua frente um chefe de serviço.

As decisões tomadas por este tinham de ser sancionadas pelo governador da Colónia, que para legislar auxiliava-se de um Conselho de Governo e de uma Assembleia Legislativa.

Durante muito tempo, o governador foi o comandante-chefe das forças armadas, até que com a luta armada nos outros territórios sob o seu domínio, se criou um Comando Independente. Fora da sua alçada encontrava-se a Direcção Geral de Segurança (DGS).

O governador deslocava-se periodicamente a Lisboa, para informar ao governo colonial e dele trazer instruções.
Na Ilha do Príncipe, em representação do Governo havia o administrador do Concelho com largas atribuições. A colónia achava-se dividida em dois concelhos, o de São Tomé e o do Príncipe, e em várias freguesias.

A Ilha de São Tomé, cuja capital é a cidade de São Tomé, tem uma população estimada em 133.600 habitantes (2004) numa área de 859 km².

A Ilha de Príncipe, cuja capital é Santo António, é a menor, com uma área de 142 km² e uma população estimada em 5.400 habitantes (2004). Desde 29 de Abril de 1995 que a ilha do Príncipe constitui uma região autónoma.

O ilhéu das Rolas fica a poucos metros a sul da ilha de São Tomé e apresenta a particularidade de ser atravessado pela linha do Equador.

São Tomé e Príncipe tem um clima do tipo equatorial, quente e húmido, com temperaturas médias anuais que variam entre os 22°C e os 30°C.

É um país com uma multiplicidade de microclimas, definidos, principalmente, em função da pluviosidade, da temperatura e da localização. A temperatura varia em função da altitude.

O país tem apostado no turismo para o seu desenvolvimento, mas a recente descoberta de jazidas de petróleo nas suas águas abriu novas perspectivas para o futuro.

A actividade pesqueira continua a ser uma das principais da economia do país. O país continua também a manter estreitas relações bilaterais com Portugal.

Do total da população de São Tomé e Príncipe, cerca de 131 mil vivem em São Tomé e seis mil no Príncipe. Todos eles descendentes de vários grupos étnicos que emigraram para as ilhas desde 1485.

Quase todos pertencem às igrejas Católica Romana, Evangélica, Nazarena, Congregação Cristã ou Adventista do Sétimo Dia, que, por sua vez, mantém laços estreitos com as igrejas em Portugal.

A grande maioria do povo santomense fala português (95 porcento).

Manuel Pinto da Costa é o actual Presidente da República. Antes deste mandato, foi o primeiro Presidente do país e governou de 12 de Julho de 1975 a 03 de Abril de 1991.

São Tomé e Príncipe é membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). (portalangop.co.ao)

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