São Tomé e Príncipe: Bienal de Artes regressa ao país em 2016

BANDEIRA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (D.R)

São Tomé – A Bienal de Artes, o maior encontro e mostra de artes da capital de São Tomé e Príncipe, regressa em 2016 e promete chegar a outras partes da ilha, disse à Lusa o coordenador da iniciativa, João Carlos Silva.

BANDEIRA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (D.R)
BANDEIRA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (D.R)

Depois de uma pausa mais alargada, de três anos, para “ganhar fôlego”, a Bienal de Artes “vai regressar a este espaço [pavilhão CACAU], mas também parte para o sul”, sob o título “Redesign Síntese STP”, referiu o cozinheiro e empresário são-tomense que dirige a CACAU – Casa das Artes, Criação, Ambiente e Utopias.

O espaço com restaurante, galeria de exposições e sala de espectáculos vai continuar a ser “o quartel-general” do evento, mas São João de Angolares, no sul da ilha, terra natal de João Carlos Silva, também vai entrar no programa.

A VII Bienal Internacional de São Tomé e Príncipe decorreu em Novembro de 2013 e, tal como as anteriores, foi vista como uma iniciativa que projecta o país no exterior.

João Carlos Silva quer que assim continue a ser na oitava edição, mas desta feita há também um debate interno a ser lançado.

“Vamos fazer com que a população de Angolares sinta a Bienal na cabeça e no bolso”, graças ao “melhoramento de quatro casas para receber turistas”, que vão gerar mais receitas a nível local — e que a população vai passar a associar à actividade cultural.

Por outro lado, o responsável pelo evento pretende que decorram debates sobre o desenvolvimento do país, encontros de onde saiam “apontamentos para que as autoridades pensem” nas decisões a tomar, por exemplo, “ao nível do reordenamento do território”.

“Já tocámos ao de leve no tema, noutras bienais, e agora vamos ficar um bocado mais focados no tema”, referiu.

Outra área vai envolver instituições e entidades “ligadas à reciclagem e reutilização de materiais”, a par de ateliês para criação de “objectos decorativos utilitários, não apenas instalações artísticas ou material expositivo de arte contemporânea”.

“Queremos que a Bienal seja um elemento de promoção de emprego e educação. E com o aumento do turismo no arquipélago temos que criar várias marcas” que segmentem os diferentes interesses de quem procura São Tomé e Príncipe.

A VIII Bienal Internacional de São Tomé e Príncipe deverá decorrer de entre Junho e Agosto de 2016, por altura da Gravana, a época seca. (portalangop.co.ao)

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