São Tomé e Príncipe: Banco Mundial pede mais diversificação económica

MAPA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (D.R)

São Tomé – O Banco Mundial considera que São Tomé e Príncipe deve capitalizar as riquezas naturais para potenciar o desenvolvimento e diversificação da economia e apela à diminuição das divergências políticas que impediram qualquer governo desde 1990 de chegar ao fim.

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“São Tomé e Príncipe tem consideráveis oportunidades para diversificar a sua economia através do turismo, pescas e hidro-energia, bem como da produção de petróleo”, escrevem os peritos do Banco Mundial na última análise ao país.

No relatório, os especialistas afirmam que os desafios do arquipélago “resultam principalmente da sua localização isolada, o seu limitado mercado interno, uma economia pouco diversificada, degradação ambiental e mudança climática, frequentes alterações no governo, bem como a gestão de receitas de um incipiente — e ainda incerto — sector petrolífero”.

O crescimento da economia, que deve rondar os 4% neste e no próximo ano, beneficia de uma notável redução no nível de inflação, que foi descendo de 26%, em 2008, para 6% este ano, e também dos indicadores positivos na área do desenvolvimento humano.

O arquipélago, apesar de estar em 144º dos 286 países analisados pelo Índice de Desenvolvimento Humano do PNUD, está “acima da média dos países da África Subsariana e com indicadores em consistente melhoria”, nomeadamente na educação e na saúde, tendo reduzido a taxa de incidência do VIH/SIDA para 1,5% e garantido uma taxa de 97% na conclusão do ensino primário.

Ainda assim, São Tomé e Príncipe é um Estado Frágil, uma classificação que resulta da “vulnerabilidade económica e a insularidade do país, e a sua vulnerabilidade a choques imprevisíveis, como a escassez alimentar e as mudanças climáticas”, escrevem os analistas do Banco Mundial, que notam também uma excessiva tensão política.

“STP tem vivido relativamente isento de conflitos e violência política, desde que realizou as suas primeiras eleições multipartidárias em 1991; no entanto, as lutas políticas internas têm causado repetidas alterações nos governos e dois golpes de estado falhados, em 1995 e 2003”, dizem, sugerindo que “a principal fonte de tensões políticas será provavelmente a desconfortável coabitação entre o governo de Patrice Trovoada e a presidência de Manuel Pinto da Costa, um independente, mas que foi anteriormente líder do MLSTP PSD (que agora se encontra na oposição)”.

Estas tensões, consideram, não vão impedir o país de funcionar, mas é provável que a implementação de programas económicas seja atrasada, havendo também “riscos significativos para a estabilidade social que resultam da “grande dependência de importações de bens essenciais”, a que se juntam os “constantes cortes de energia, fraca prestação de serviços sociais básicos e recorrentes alegações de irregularidades no sector público”. (portalangop.co.ao)

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