Santana e Portas unidos na luta “contra as sondagens”

Pedro Santana Lopes (D.R)

Quem o diz é Pedro Santana Lopes no prefácio do livro ‘Insondáveis Sondagens’.

Pedro Santana Lopes  (D.R)
Pedro Santana Lopes (D.R)

Diogo Agostinho e Alexandre Guerra são os autores da obra ‘Insondáveis Sondagens’. Para escrever o prefácio e posfácio escolheram Pedro Santana Lopes e Paulo Portas, respetivamente. E as críticas às sondagens e à forma como são realizadas em Portugal não se fizeram esperar.

Escreve o Diário de Notícias (DN) que o atual provedor da Santa Casa da Misericórdia assegura que “nunca” nenhuma sondagem o favoreceu: “Antes pelo contrário, sempre tive que lutar contra as sondagens”.

Assim, o ex-líder do PSD descreve as sondagens como “uma perversão do sistema político, porque é permitido que empresas privadas influenciem de um modo determinante, sem o devido escrutínio, aquele que é o sentido de voto dos cidadãos”.

Por esta razão, escreve o DN, Santana Lopes assegura que este tipo de inquérito “torna-se quase arma de destruição”.

Quem também aponta críticas às sondagens é o vice-primeiro-ministro. Paulo Portas escreve no posfácio que “por vezes, no rescaldo das eleições e das projeções, referem-se a erros de 2% e parece coisa pouca. Mas esses 2% podem mudar todo o quadro político e governativo, seja de uma autarquia, região ou país”, assegura.

E mais. Portas garante que o problema “não está na margem de erro, está no erro largamente superior à margem” e aponta um erro crasso na realização das sondagens. Esta lacuna, explica, prende-se com o facto de os inquéritos serem feitos apenas através da rede fixa e durante o dia. Desta forma, “as pessoas que são alvo de perguntas são ou jovens ou idosos”, pois a grande massa eleitoral está a trabalhar.

Por seu lado, os autores da obra defendem que “o mundo das sondagens políticas em Portugal se caracteriza pela excessiva personificação dos seus ‘players’ e alimenta-se das relações entre empresas do setor, partidos e comunicação social”. (noticiasaominuto.com)

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