Renamo acusa a França no negócio da Ematum

Afonso Dhlakama, líder da Renamo (Cristiana Soares)
Afonso Dhlakama, líder da Renamo (Cristiana Soares)
Afonso Dhlakama, líder da Renamo
(Cristiana Soares)

A Renamo, maior força da oposição moçambicana, acusou na Assembleia da República a França de financiar a “guerra de Satungira” através do negócio da Ematum.

A guerra de Santungira, feudo da Renamo, no centro de Moçambique, na região da Gorongosa, onde se refugiara o líder da Renamo em 2012 opôs em 2013 homens armados do movimento da perdiz a tropas governamentais.

A venda por um estaleiro naval francês de barcos para a pesca do atum a uma empresa estatal moçambicana, Ematum, tem provocado controvérsia.

Numa altura em que o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, acaba de regressar, precisamente, de uma visita a França e a Portugal.

A Renamo diz estar indignada pela falta de esclarecimento em relação à polémica que envolve a enorme dívida ao Estado da empresa de pesca de atum EMATUM criada nos últimos meses da presidência de Armando Guebuza e faz sérias acusações à França.

No decurso do encerramento de dois dias de sessão de perguntas ao governo, o primeiro ministro não se referiu a esta questão da EMATUM.

Saiem por isso as os partidos da oposição insatisfeitos ao contrário da Frelimo, partido no poder, que defende o negócio em nome da defesa das águas moçambicanas. (rfi.fr)

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