Portuguesa Paladin escolhe Angola e investe 3 milhões de euros em fábrica

(Foto: D.R.)
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A portuguesa Paladin investiu três milhões de euros numa fábrica na zona industrial de Viana, em Angola, para consolidar a sua internacionalização, indicou hoje a empresa da Golegã, distrito de Santarém, próximo de Lisboa.

“Trata-se de mais um desafio inerente ao nosso processo de internacionalização”, garantiu em comunicado o administrador Carlos Gonçalves, destacando ainda que “a nova fábrica pretende reforçar o ADN da marca” de molhos.

No início de Junho, a Mendes Gonçalves, que é a dona da marca de molhos Paladin e foi fundada em 1982, escolheu a zona industrial nos arredores de Luanda (Viana) para implantar a sua fábrica que emprega 20 trabalhadores.

Nesta primeira fase, vai fabricar somente vinagres, sendo que a tecnologia é exclusivamente portuguesa.

Sobre a decisão de investir agora neste país africano, Carlos Gonçalves disse “tratar-se um investimento em contraciclo, dada a situação actual de Angola”.

“O investimento está em linha com o fato de prepararmos o futuro a médio/longo prazo. E como acreditamos no futuro de Angola, não hesitámos em avançar”, salientou.

Segundo o director de internacionalização, João Pilão, “este investimento foi muito ponderado e enquadra-se na estratégia de acompanhar mercados com elevado potencial de crescimento, por oposição aos mercados tradicionais ocidentais que apresentam crescimentos nulos ou mesmo quebras de consumo”.

“A estratégia da Mendes Gonçalves para a internacionalização da Paladin tem apostado sobretudo nos países do Magreb e do Médio Oriente e está agora a entrar nos países de África com maior potencial, como o Senegal ou a Nigéria”, refere-se no comunicado.

“Já estávamos em Angola, mas sentimos a necessidade de melhorar a nossa capacidade de resposta e competitividade à crescente procura dos consumidores angolanos pelos nossos produtos”, sublinhou o gestor.

A fábrica em Angola foi equipada com tecnologia portuguesa “para responder às exigências das normas com que trabalhamos em Portugal”, esclareceu melhor.

A unidade fabril em Viana “vai permitir, a médio prazo, desenvolver produtos específicos para aquele mercado” que resultem de Investigação e Desenvolvimento (I&D) feito em parceria com as  equipas locais de que dispõe, concluiu. (jornaldenegocios.pt)

 

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