Portugal: Caixa não deve reembolsar ajuda estatal antes de 2017

(Dinheiro Vivo)
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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) não deverá reembolsar as obrigações convertíveis de capital contingente (conhecidos como CoCos) antes de 2017. O DN/Dinheiro Vivo sabe que, para já, não está nos planos do banco público fazer um reembolso antecipado desta ajuda pública, até porque não faz parte do plano acordado com Bruxelas fazê-lo antes desse prazo.

A Caixa beneficiou de injeção de fundos públicos, num total de 1650 milhões de euros, dos quais 900 milhões em CoCos. Este montante terá de ser devolvido até ao final de junho de 2017. Caso não o seja, os títulos são convertidos em capital. “Na prática, trata-se quase de um aumento de capital já pré-autorizado, embora com um custo elevado”, adiantou fonte do setor.

Com uma taxa de 10%, os CoCos custam à Caixa cerca de 100 milhões de euros. Isto significa que, faltando cerca de dois anos até ao fim do prazo, caso não haja reembolso antecipado, a CGD deverá desembolsar aproximadamente mais 200 milhões em juros.

Ao contrário dos outros bancos que tiveram ajuda pública – BCP, BPI e Banif -, a Caixa não teve nenhum aumento de capital, pelo que a margem para reembolso antecipado torna-se mais pequena.

“É importante salientar que os CoCos contam para capital, ou seja, o reembolso ao Estado iria significar uma descida dos rácios de capital. Assim, para reembolsar estes instrumentos, a CGD teria de fazer um aumento de capital ou arranjar outra forma de compensar os CoCos”, explicou outra fonte. (dinheirovivo.pt)

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