Países das zonas instáveis possuem forças de reduzida qualidade – General Nunda

CHEFE DO ESTADO-MAIOR GENERAL DAS FORÇAS ARMADAS ANGOLANAS (CEMGFAA), GENERAL GERALDO SACHIPENGO NUNDA (Foto: Lucas Neto)

A maioria dos países das zonas instáveis possuem forças militares quantitativamente numerosas e de reduzida qualidade, atendendo a inimigos fronteiriços ou para garantir a ordem interna e impedir a fragmentação do Estado, considerou o chefe do Estado Maior General das FAA, general Geraldo Sachipengo Nunda.

CHEFE DO ESTADO-MAIOR GENERAL DAS FORÇAS ARMADAS ANGOLANAS (CEMGFAA), GENERAL GERALDO SACHIPENGO NUNDA (Foto: Lucas Neto)
CHEFE DO ESTADO-MAIOR GENERAL DAS FORÇAS ARMADAS ANGOLANAS (CEMGFAA), GENERAL GERALDO SACHIPENGO NUNDA (Foto: Lucas Neto)

Discursando durante a abertura das conversações oficiais entre as delegações do Estado Maior General das FAA e da República da Guiné Conacry, encabeçada pelo seu homólogo

Namory Traoré, Geraldo Sachipengo Nunda referiu, devido à este facto, que actualmente assiste-se a guerras assimétricas e transnacionais, existência de grupos de pressão e
múltiplos centros de poder.

Devido à estas guerras, acrescentou, as fronteiras estabelecidas pelos Estados deixaram de desempenhar qualquer papel, sendo ignoradas pela violência entre grupos não estatais
e, os actos criminosos tendem a ser indiferenciados, sem perspectiva de um desfecho definitivo, no tempo e espaço.

Um claro exemplo, referiu, são a Al Shabab, na região do Corno de África, com raízes na Somália, mas que realiza acções nos países vizinhos e o Boko Haram, na África Ocidental,
que tendo começado na Nigéria, há dois anos, actualmente realiza acções violentas nos Camarões, Níger e no Tchad.

O general de exército disse ainda, que durante séculos, a principal característica de conflitos armados foi a sua simetria, guerras travadas entre Estados, no espaço exterior de
fronteiras claramente definidas ou guerras internas que se travavam no espaço interior das mesmas fronteiras.

Relativamente ao mundo desenvolvido, sublinhou, procura-se privilegiar a segurança colectiva e a redução das probabilidades de confronto, com um sistema de forças que
privilegia o grande desenvolvimento tecnológico e científico aplicado a fins militares, maior capacidade de material bélico, em que sobressaem as chamadas armas limpas e de
precisão cirúrgica, assim como uma elevada formação técnica dos quadros.

Por outro lado, frisou que no mundo actual, existem ameaças tais como o terrorismo, armas de destruição em massa, nacionalismos que geram separatismos, pandemias,
disputas por matérias-primas e recursos, pressões migratórias, radicalismos étnico- linguísticos, que resulta de uma multiplicidade de actores estatais e não-estatais.

As conversações oficiais entre as delegações do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA) e das Forças Armadas da República da Guiné Conacry,
decorreram no âmbito da visita de seis dias do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, general Namory Traoré à  República de Angola, com vista ao reforço da cooperação no ramo militar.

Durante a sua visita, Namory Traoré e a sua comitiva vão manter encontros com altas patentes do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas (FAA), responsáveis do
Ministério da Defesa, assim como estão previstas visitas a algumas unidades e escolas militares na capital do país e nas províncias do Huambo e Benguela. (portalangop.co.ao)

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