Os “cincos heróis” cubanos já estão em Angola

Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro (Foto: Angop)

Os “cinco heróis cubanos” que durante 16 anos cumpriram prisão na Flórida, Estados Unidos da América (EUA), acusados de espionagem chegaram na manhã desta segunda-feira, a Luanda, para uma visita oficial de dois dias, a convite das autoridades angolanas.

Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro (Foto: Angop)
Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro (Foto: Angop)

No Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, os visitantes receberam cumprimentos da embaixadora de Cuba em Angola, Gisela Garcia , do deputado do MPLA,  Armado da Cruz Neto, igualmente presidente da Associação dos Amigos dos Países da América Latina, e de centenas de compatriotas que entoavam cânticos e acenavam bandeiras.

Segundo  o programa de visita a que a Angop teve acesso, as individualidades serão recebidas ainda hoje, em audiência, pelo vice-Presidente da República, Manuel Domingos Vicente,  e pelo vice-presidente do MPLA, Roberto Victor de Almeida.

A vinda a Angola dos cinco “heróis anti-terroristas” é uma resposta ao convite de sectores da vida sócio-política angolana, entre eles o MPLA, a Assembleia Nacional, organizações de solidariedade com Cuba, a Liga Angolana de Amizade e Solidariedade com os Povos (LAASP), entre outros.

Angola é a terceira etapa da digressão africana de “Los Cinco”, já que a comitiva respondeu primeiro o convite do Congresso Nacional Africano (ANC), da África do Sul, e da Organização dos Povos do Sudoeste Africano (SWAPO), Namíbia.

Antônio Guerreiro, Fernando González, Ramón Labañino, Gerardo Hernandez e René González, acusados de espionagem e presos por vários anos no Estados Unidos da América (EUA), monitoravam os planos de organizações terroristas anti-cubanas, financiadas por este país  e localizadas no sul da Florida.

Quatro membros do grupo, revelou a embaixadora, são conhecedores de Angola, já que fizeram parte do contingente militar cubano que, em apoio às FAPLA, combateram o regime segregacionista do apartheid.

A visita é uma demonstração inequívoca da solidariedade que une os povos de Angola e de Cuba, tanto naquele tempo de sofrimento (dos angolanos) e agora que os dois países respiram a paz, disse a diplomata.

Informações disponíveis revelam que a actividade dos cinco permitiu a frustração de numerosas acções, desde a transferência ilegal de armas para a ilha, a preparação de atentados contra a vida dos principais dirigentes cubanos.

Desde suas condenações, gerou-se uma campanha internacional para que os cinco fossem libertados. Mesmo nos Estados Unidos, foi criado um comité nacional, oito vencedores do Prémio Nobel escreveram cartas para o Procurador-geral dos Estados Unidos a pedir a sua liberdade.

Em Angola, muitas organizações não governamentais fizeram apelos e exigências para a causa dos cubanos, com destaque para “os Caimaneiros”, um activo movimento  integrado por centenas de angolanos que fizeram grande parte dos seus estudos na ilha caribenha.

Este movimento, presidido por um dos mais conhecidos homens das artes angolanas, o escultor Tomas Ana Etona, chegou mesmo a escrever para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os “Cinco Heróis Cubanos” seriam libertados 16 anos depois, com a assinatura do acordo histórico, entre os Estados Unidos e Cuba. (portalangop.co.ao)

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