Oposição no exílio lamenta que Irão seja autorizado a enriquecer urânio

Presidente do Conselho Nacional de Resistência do Irão, Maryam Rajavi (Foto de Miguel Medina/AFP)
 Presidente do Conselho Nacional de Resistência do Irão, Maryam Rajavi (Foto de Miguel Medina/AFP)
Presidente do Conselho Nacional de Resistência do Irão, Maryam Rajavi (Foto de Miguel Medina/AFP)

A presidente do Conselho Nacional de Resistência do Irão (CNRI, oposição no exílio), Maryam Rajavi, reagiu nesta terça-feira ao acordo alcançado entre as grandes potências e o Irão, lamentando que Teerão seja autorizada a continuar enriquecendo urânio.

“Se os países do 5+1 (Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha, China e Alemanha) tivessem sido firmes, o regime iraniano não teria nenhuma escolha a não ser continuar em um declínio total e um abandono definitivo da corrida as armas nucleares”, declarou em um comunicado.

“Mais especificamente, teria cessado todo o enriquecimento de urânio e colocado fim a seus projectos de produção de armas nucleares”, ressaltou a opositora.

“Apesar das lacunas e concessões injustificáveis à ditadura religiosa” o acordo constitui “um recuo imposto” ao regime dos mulás em Teerão, acrescentou no comunicado.

Este recuo “vai aumentar a guerra no topo do poder e vai levar à quebra do equilíbrio interno em detrimento do líder supremo”, considerou Maryam Rajavi, que prevê que “esta luta pelo poder no topo irá se propagar a todos os níveis”.

“Agora, precisamos pressionar vigorosamente para acabar com a intromissão do regime na região e para que seja eliminado de todo o Médio Oriente “, considerou ainda a presidente do CNRI.

Esta organização, sediada na região de Paris, na França, é uma coligação política de grupos de oposição iranianos, sendo os mais famosos os Mujahedin do Povo (MEK), uma organização considerada “terrorista” pela União Europeia até 2008 e pelos Estados Unidos até 2012.

Foi este movimento de oposição que em 2002 revelou a existência do programa nuclear do Irão. (afp.com)

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