O que têm em comum Passos, oposição e a Bíblia?

Parlamento Português (D.R)

Discussão sobre o Estado da Nação, último debate da atual legislatura, ficou marcada pela citação de diversas passagens bíblicas.

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O Parlamento encheu-se, na quinta-feira, para o debate do Estado da Nação. Com críticas de parte a parte, o espaço máximo da democracia chegou a assemelhar-se a uma igreja e os deputados a pregadores.

Ferro Rodrigues, líder parlamentar do Partido Socialista, deu mote à discussão, acusando o Governo de ter cometido os “sete pecados capitais”, ideia, aliás, que já tinha sido utilizada em semanas anteriores por António Costa.

Na resposta, Passos, citado pelo Diário Económico, não se ficou e assegurou que o que o PS deixou em 2011 ao país foram “dez pragas”.

Ainda da bancada ‘rosa’ surgiram críticas ao facto de Portugal ser atualmente “uma nação empobrecida” a qual foi atingida pela “maior carga fiscal (37% do PIB)”. Assim, o maior partido da oposição classificou a atuação da coligação como uma “nódoa” e “socialmente desastrosa”.

O vice-presidente da bancada parlamentar do CDS lançou-se ao debate recuperando passagens da Bíblia para atacar o PS, mais concretamente citando o Evangelho segundo São Mateus, e deixou um alerta: “Desconfiai dos falsos profetas”.

“Se seguirmos os falsos profetas, supostos salvadores e as suas ilusões, o que acontecerá é que voltaremos para trás, perderemos os esforços dos portugueses e, no fim, ficaremos piores do que estávamos no início”, garantiu.

O líder da bancada parlamentar social-democrata também foi ‘a jogo’ e sublinhou – 12 vezes – que “esperança” é a palavra de ordem, pois Portugal “cresce de forma sã e há oportunidades de emprego”, o que permite antever um “futuro com mais esperança”.

Mais à esquerda, e sem Biblía a mistura, Jerónimo de Sousa acusou o Executivo de ter “governado contra os portugueses” e sublinhou que o país está “saqueado no seu património, num marasmo económico, com uma dívida insustentável, uma profunda injustiça social e dois milhões e setecentos mil pessoas abaixo do limiar da pobreza”.

O Bloco de Esquerda destacou a venda “ao desbarato” de bens públicos e o facto de os “cofres públicos” estarem “cheios de dívidas” e o país cheio de “gente sem dinheiro”.

Já Os Verdes sublinharam a elevada percentagem de pessoas que estão desempregadas e que não têm já direito a apoios sociais. (noticiasaominuto.com)

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