Número de usuários do Uber cresce 20 vezes em dia de protestos de taxistas no Rio

(Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas)
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O protesto de ao menos 1.300 taxistas contra o Uber, que conecta passageiros a motoristas cadastrados pelo celular, concorrendo com o táxi tradicional, teve resultado positivo para o aplicativo. O número de usuários do aplicativo cresceu 20 vezes na sexta-feira, 24 de julho, após promoção com oferta de corridas gratuitas.

Nesta sexta-feira, segundo organizadores da manifestação, 3.200 taxistas pararam de trabalhar pela manhã no Rio de Janeiro para demonstrar insatisfação com os prejuízos desde o início das operações do Uber. Pelos cálculos da PM, 1.300 motoristas participaram dos protestos. Durante o ato, um grupo de taxistas agrediu uma repórter da GloboNews.Criado nos Estados Unidos em 2010, o Uber, que opera no Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, é considerado mais eficiente por parte dos passageiros.

Em reação ao protesto de sexta-feira, a empresa anunciou corridas gratuitas de valor equivalente a R$ 50 por toda a cidade, das 7 às 19 horas. No Rio a tarifa-base é de R$ 5, com adicionais por minuto e quilômetro rodados, informou Agência Estado.

O porta-voz da Uber no Brasil, Fabio Sabba, em comunicado, defendeu o direito à livre concorrência. “Estamos em constante conversa com o poder público para esclarecer os benefícios da economia colaborativa para a sociedade. A Uber é completamente legal no Rio e no Brasil. O que falta é regulamentação. A inovação sempre vem antes da legislação”, afirmou.

Em entrevista à Sputnik no final de junho, a representante da Uber no Brasil, Gladys Paula, definiu a organização como “uma empresa de tecnologia que liga motoristas particulares a usuários que buscam um serviço de transporte particular remunerado”, fomentando “a economia compartilhada”.

O funcionamento do Uber foi questionado em São Paulo pelos taxistas. A Justiça, porém, negou o pedido da categoria. O aplicativo tem sido alvo de protestos em outras cidades brasileiras, como Belo Horizonte e Brasília, e de todo o mundo, como Paris, onde protestos acabaram com carros incendiados. (sputniknews.com)

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