“Na democracia à Syriza brinca-se aos referendos e com os cidadãos”

(D.R)

O constitucionalista Vital Moreira comenta, esta quarta-feira no seu espaço de opinião no Diário Económico, a situação que se vive na Grécia, apontando as “duas lições” que os gregos deram aos países da zona euro.

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“A estratégia política do Syriza era desde o início uma receita para o desastre”. Quem o diz é Vital Moreira que acrescenta que esta estratégia “falhou porque até agora nenhum país descobriu como viver indefinidamente à custa do défice e do endividamento”.

O constitucionalista aponta várias críticas ao governo grego, acusando-o de ter “paralisado as reformas que começavam a dar frutos”.

“A economia entrou de novo em recessão. O investimento estrangeiro fugiu, as receitas públicas retrocederam, as contas reentraram em défice e a Grécia falhou um pagamento ao FMI, o que nunca tinha sucedido com um país europeu”, lembrou Vital Moreira.

Nesta senda, o professor universitário recordou que “há seis meses o Syriza prometia o fim da austeridade e a bem-aventurança económica”. Contudo, sublinhou, agora, “mais pobre, a Grécia é obrigada a pedir um terceiro resgate, ficando ‘intervencionada’ por mais três anos e sujeita a mais austeridade orçamental”.

Assim, Vital Moreira aponta as duas lições que a Grécia deu à zona euro. A primeira é “justamente o contrário do que pretendia, ou seja, é lição de que na moeda única há regras a cumprir e que não se pode ter mais orçamento do que a economia permite”.

A segunda lição, referiu, é a de que “o esquerdismo político paga-se muito caro”.

“Na oposição o radicalismo de esquerda só pode ser um protesto ruidoso; no governo pode ser um pesadelo”, garante.

Por isso e tendo em conta as decisões tomadas por Alexis Tsipras, Vital Moreira considera que “na democracia à Syriza brinca-se aos referendos e com os cidadãos como simples instrumento de manipulação política”. (noticiasaominuto.com)

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