Moçambique/Bienal: Angolanos esperam maior intercâmbio cultural

A bandeira da CPLP (D.R)

Maputo – Os angolanos presentes na VII Bienal dos Jovens Criadores da CPLP, que decorre nas cidades de Maputo e Matola até 21 do corrente mês, almejam um maior intercâmbio cultural entre a juventude da comunidade, no sentido de expandirem as suas obras nos países membros e a nível mundial.

A bandeira da CPLP (D.R)
A bandeira da CPLP (D.R)

Os jovens angolanos que falavam hoje à Angop, no segundo dia de exposição, realçaram a importância do evento, porquanto permite a troca de experiência, o que eleva mais os seus níveis de conhecimentos para atingirem patamares elevados.

Paulo Chavonda, pintor de 18 anos de idade, notou que actividades como estas o fazem crescer mais quer a nível cultural quer intelectual, por isso vai aproveitar o máximo para fazer amizades e tornar a sua obra mais conhecida.

Natural da província de Benguela, o jovem, que já pinta há três anos, trouxe para esta exposição seis quadros, onde utiliza tinta acrílica, gesso, areia, entre outros materiais.

Diz ter como fonte de inspiração as mulheres, sobretudo as mumuílas e as mukubais e pretende conquistar o mundo através da “alma e da ciência” que imprime nas suas criações.

Por sua vez, o escultor Gelson Pascoal, também de 18 anos de idade e natural da província da Huíla, refere que os visitantes ao verem as suas produções voltam no tempo, lembrando os momentos áureos das suas vidas.

“É com esse trabalho e espírito que acredito conquistar os admiradores das artes e este intercâmbio vai ajudar muito nesse propósito”, argumentou.

O jovem que trás para esta bienal um leque de 50 criações, com destaque para a Palanca Negra gigante, a árvore do embondeiro, o elefante, o pensador, a mulher mucubal, utiliza para as suas feituras matéria-prima como madeira castanha, pau-preto, pedra e sabão.

Tal como Paulo Chavonda, o menino da Huíla espera colher o máximo de experiência e adquirir mais conhecimentos neste intercâmbio cultural para poder expandir as suas criações.

Já o jovem Júlio Gil, músico de 32 anos, agradeceu o empenho dos organizadores do evento, pela natureza, diversidade e qualidade.

O cantor foi uma das atracções nesta categoria (música), ao interpretar alguns temas, com realce para um dos clássicos da música angolana “Umbi Umbi” de Filipe Mukenga.

Outro tema também muito aplaudido foi “Bibi”, uma música muito conhecida interpretada por Kyaku Kiadafi, mas a letra é de sua autoria.

Vários são ainda os jovens angolanos, em cerca de 30, que expõem as suas criações nesta VII Bienal, como a jovem estilista Chindinha Eva Martins, que apresentou um vestido com dois tecidos diferentes, o pano africano e o europeu, simbolizando assim a união entre os dois continentes.

Por sua vez o fotógrafo Wilson dos Santos “Muquixi” exibiu uma série de retratos, com destaque para a grupa da Sassa, no Cuanza Sul, e uma vista nocturna da cidade de Luanda, diferente da habitual, que é a marginal ou a Baia de Luanda.

Para captar a imagem, onde se pode ver o edifício onde funcionará a Assembleia Nacional e a extremidade superior do Mausoléu Agostinho Neto, o jovem Muquixi escalou uma grua de aproximadamente 70 metros de altura.

Participam da VII Bienal centenas de jovens ligados à produção artistica-cultural (artes visuais, escultura, pintura, fotografia, desenho, gravura, grafite, artes digitais, intervenções urbanas, música, dança e teatro) de Moçambique, Angola, Timor-Leste, Portugal, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde. Brasil, Guiné-Bissau e Guiné Equatorial não se fazem presentes. (portalangop.co.ao)

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