Moçambique: PR considera desnutrição crónica desafio estrutural da nação

PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE,FILIPE NYUSI (Foto: Angop)

Maputo – O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, considerou quarta-feira a desnutrição crónica como um desafio estrutural e um problema de saúde pública no país, apelando às mulheres para a promoção da educação nutricional.

PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE,FILIPE NYUSI (Foto: Angop)
PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE,FILIPE NYUSI (Foto: Angop)

“A desnutrição crónica é um dos grandes desafios estruturais da nossa sociedade. A mulher tem um papel que não deve ser emprestado a quem quer que seja, na consciencialização e promoção da educação nutricional de Moçambique”, afirmou Nyusi.

O presidente moçambicano intervinha na abertura da III Sessão do Conselho Nacional da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), braço feminino da Frelimo, partido no poder, que iniciou quarta-feira na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, sul do país.

Congratulando-se com os avanços que o país registou nos últimos 40 anos no campo da saúde, o chefe de Estado moçambicano e presidente da Frelimo enfatizou que a desnutrição crónica afecta uma grande percentagem das crianças moçambicanas, inibindo o seu desenvolvimento mental e físico e limitando as suas capacidades intelectuais futuras.

“O combate a essa doença está ao alcance das nossas mãos laboriosas, através de uma alimentação equilibrada, que poderá ser disseminada e reiterada através de uma campanha educativa de boa alimentação e de segurança alimentar nas nossas comunidades”, salientou Filipe Nyusi.

O estadista moçambicano apontou igualmente o combate à sida como outro dos desafios com que o país se debate, realçando a importância da coragem e firmeza como armas essenciais contra a pandemia.

“Sem pessoas saudáveis, dificilmente esta sociedade sobreviverá. O nosso dever primário é defendermos a nossa própria vida para podermos dar vida e amor ao próximo”, destacou.

O presidente exemplificou com alguns casos de sucesso na promoção do estatuto profissional da mulher moçambicana nos últimos 40 anos, Filipe Nyusi afirmou que 51,5% dos 22 mil e 919 técnicos do Serviço Nacional de Saúde são mulheres e 43,4% dos mil e 810 médicos são do sexo feminino.

“A mulher moçambicana ocupa cargos de diversas especialidades, facto que não deve constituir único critério de avaliação da valiosa e indispensável participação da mulher no grande projecto de construção do bem-estar para os moçambicanos”, declarou Nyusi. (portalangop.co.ao)

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