Moçambique: Escola do norte moçambicano regista quarta vaga de desmaios em dois anos

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Lichinga – Cerca de trinta alunos de uma escola secundária em Lichinga, província de Niassa, no norte de Moçambique, sofreram alegados desmaios na segunda-feira por motivos não esclarecidos, avança nesta terça-feira o diário local Notícias.

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Segundo o maior jornal moçambicano, o principal hospital de Niassa registou uma entrada de alunos da Escola Secundária Amizade, na quarta vaga de alegados desmaios neste estabelecimento de ensino em dois anos.

As causas para este novo episódio são ainda desconhecidas, mas um responsável do sector de psiquiatria e saúde mental do hospital de Niassa sugeriu ao jornal a possibilidade de um excesso de um neurotransmissor, dopamina, no sistema nervoso central dos estudantes.

Outras pessoas contactadas pelo Notícias consideram porém que a escola foi construída num antigo cemitério e que será preciso uma cerimónia tradicional para convocar os espíritos dos mortos e salvar as crianças.

Ainda segundo o jornal, a direcção da escola já fez uma cerimónia tradicional em ocasiões anteriores, mas os casos de desmaios continuaram.

As vagas de supostos desmaios em escolas moçambicanas são relativamente frequentes e têm sempre explicações diferentes entre as autoridades de saúde e as famílias das vítimas.

Em Março, as autoridades de saúde moçambicanas atribuíram uma onda de alegados desmaios envolvendo, durante três semanas, mais de 50 alunos da Escola Secundária da Manhiça, província de Maputo, a “uma agitação psicomotora”, acompanhada de alteração de respiração, que passa a mais rápida do que o habitual e agitação no movimento das articulações, e que os estudantes nunca chegaram realmente a perder os sentidos.

Mais uma vez, o fenómeno, que atingiu principalmente estudantes do sexo feminino, tornou-se num tema polémico entre os residentes da vila da Manhiça e suscitou várias interpretações, incluindo a atribuição destes casos a entidades sobrenaturais, atraindo a atenção da imprensa e das autoridades moçambicanas.

Em 2013, as autoridades de saúde moçambicanas registaram outro fenómeno semelhante na mesma escola, sem que tenham sido apuradas as reais causas para os supostos desmaios. (portalangop.co.ao)

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