Ministro da saúde afirma que hoje a saúde é para todos os angolanos

MINISTRO DA SAÚDE, JOSÉ VAN-DÚNEM (Foto: Henri Celso)

O ministro da saúde, José Van-Dúnem, afirmou hoje que apesar da guerra de quase 30 anos ter destruído o país e grande parte das infraestruturas da saúde, hoje, após 40 anos desde que foi proclamada a independência, os angolanos podem sentir-se vitoriosos porque a saúde é para todos e não para uma minoria como acontecia até 1974.

MINISTRO DA SAÚDE, JOSÉ VAN-DÚNEM (Foto: Henri Celso)
MINISTRO DA SAÚDE, JOSÉ VAN-DÚNEM (Foto: Henri Celso)

José Van-Dúnem fez esta afirmação numa entrevista exclusiva à Angop no âmbito dos 40 anos de Independência de Angola, que se comemora a 11 de Novembro deste ano.

Segundo o ministro, a criação do Serviço Nacional de Saúde , em 1975,  acabou com o acesso de uma minoria , porque os serviços de saúde não eram para os angolanos , mas para os portugueses que viviam em Angola, que eram 500 mil.

Após a Independência, os angolanos passaram a ter acesso a um serviço nacional de saúde que era possível naquela altura e com as condições que haviam, e isto foi um grande marco.

Estes serviços eram prestados de uma maneira universal , gratuita e através dos cuidados primários de saúde, dando-se assim início às campanhas de vacinação para a erradicação das principais doenças preveníveis pela vacinação.

O ministro apontou como exemplo , a erradicação da poliomielite que só foi possível agora porque em outra altura criavam-se as estruturas sanitárias e depois eram destruídas, fazendo-se um esforço que depois desaparecia como consequência da guerra.

José Van-Dúnem frisou que o segundo marco que beneficou a saúde dos angolanos foi a paz que proporcionou  a reconstrução massiva do país.

Lembrou que, no perído de guerra, houve intervenções de grande valia como o facto de serem criados municípios priorizados que eram feitos  com base em critérios demográficos, ou seja, os com maior densidade demográfica tinham de ter segurança, pois as acções e a quantidade de pessoas cobertas acabavam por se reflectir nos indicadores gerais de saúde.

“Estas acções tinham as suas limitações, mas tinham uma estratégia que foi de muito sucesso  e fez com que tivessemos  a saúde que era possível nestes municípios”, sublinhou.

Mas o Pós paz é que marca o esforço que este governo foi fazendo para dar melhor saúde aos angolanos, com a reconstrução de centros e postos de saúde, criação de hospitais municipais para levar a que os serviços estejam o mais próximo possível da população.

Estas acções evitaram com que a população se desloque aos grandes hospitais por doenças de baixa complexidade que podem e devem ser tratadas ao nível dos cuidados primários próximos das suas casas.

Com a paz, disse, aumentou-se o número de médicos, a diferenciação dos enfermeiros, melhorou-se o financiamento e garantia dos medicamentos e gastáveis nas unidades sanitárias, fazendo com que nos últimos anos houvesse um reganhar da confiança das estruturas públicas.

“Por exemplo, não se podia garantir que muitas vezes os medicamentos chegassem às unidades, tinhamamos até dificuldades de garantir a limpeza  e de manter a cadeia de frio, porque os recursos não eram oportunos , mas com a paz, com o financiamento que foi dado ao sector da saúde podemos progressivamente melhorar estes serviços e como consequência aumentar o nível de confiança das pessoas beneficiárias”, aflorou. (portalangop.co.ao)

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