MAT defende união de esforços para melhorar qualidade de vida das comunidades

Bornito de Sousa - Ministro da Administração do Território (Foto: Pedro Parente)

O ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, defendeu hoje, segunda-feira, em Luanda, a junção de sinergias dos actores políticos, empresariais e sociais para que as comunidades vivam condignamente e desfrutem da paz e do crescimento económico de Angola.

Bornito de Sousa - Ministro da Administração do Território (Foto: Pedro Parente)
Bornito de Sousa – Ministro da Administração do Território (Foto: Pedro Parente)

Bornito de Sousa discursava na abertura do primeiro workshop nacional sobre os agentes de desenvolvimento comunitário e sanitário (ADECOS).

Segundo o dirigente, “a junção de sinergias dos distintos actores políticos, empresariais e sociais é o melhor caminho para contribuir no sentido de ajudar as comunidades mais carentes a terem uma vida condigna e tranquila que lhes permita melhor desfrutar dos dividendos da paz e dos benefícios do crescimento económico de Angola”.

Disse ser neste quadro que se insere a criação dos Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS), como uma nova entidade que está a ser introduzida como auxiliar do sistema de saúde, do desenvolvimento comunitário e do sistema de gestão municipal, de um modo geral.

Adianta que a perspectiva é de aproximar, cada vez mais, os serviços públicos essenciais às populações mais vulneráveis, capacitando-as para o seu envolvimento e participação na busca de soluções para os seus problemas.

Declarou que estes agentes vão corporizar a Política Nacional dos Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário, um instrumento que reafirma o engajamento do Executivo Angolano em expandir os serviços sociais e sanitários a todas as comunidades do país.

Informou que numa primeira fase vão ser formados e enquadrados mil 80 agentes em 18 municípios das províncias do Bengo, Luanda, Lunda Norte, Malanje, Moxico e Uíge ainda no decurso deste ano.

Explicou que estas seis províncias vão contar com a experiência piloto e as lições a retirar da sua avaliação servirão de base para a posterior extensão do programa à escala nacional.

Disse tratar-se de um trabalho encabeçado pelos ministérios da Saúde e da Administração do Território e que envolve outros Departamentos Ministeriais e parceiros nacionais e internacionais, sendo a acção operativa a nível municipal coordenada pelo FAS – Fundo de Apoio Social e as acções de formação asseguradas pelo IFAL – Instituto de Formação da Administração Local.

Bornito de Sousa salientou que o programa deve privilegiar a capacitação desses entes territoriais locais para o correcto desempenho e prestação dos serviços de vocação local e de proximidade, eventualmente, até, com a transferência de capacidades humanas e conhecimentos.

“Isto será tanto mais eficaz e duradouro quanto maior for o envolvimento das próprias pessoas, das famílias e das comunidades na resolução dos seus próprios problemas e na busca de soluções para as suas necessidades e aspirações”, declarou.

Referiu que o bem-estar da população de todo país, de Cabinda ao Cunene e, sobretudo, das camadas mais vulneráveis, é um dos grandes objectivos perseguidos pelo Executivo do Presidente Angolano no quadro das suas responsabilidades.

Para alcançar esse objectivo, estão em execução vários programas e estratégias, aos mais diversos níveis.

Apontou como exemplos os programas Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, o de “Água para todos”, o de Habitação Social, o de “200 casas por Município”,  Nacional de Alfabetização, os de formação profissional e o Programa de eletrificação rural.

Referiu que graças a esse esforço, Angola recebeu no passado dia 7 de Junho, na sede do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), em Roma, Itália, um prémio pelos sucessos alcançados na luta contra a fome e passou a integrar um grupo de 29 países que merecem o reconhecimento da organização por terem conseguido reduzir para metade a prevalência de desnutrição até 2015.

Adianta que o simples gestos como o “lavar as mãos”, utilizar latrinas em vez de defecar ao ar livre, enterrar adequadamente os mortos, a segurança alimentar e as regras de higiene bucal, não tolerar a convivência com o lixo, varrer o quintal, assegurar o asseio e a limpeza da parte frontal das casas e dos estabelecimentos podem fazer uma grande diferença na vida das famílias mais vulneráveis.

Acrescenta a lista o acesso ao saber ler, escrever e contar, o saber construir uma habitação condigna, mesmo com materiais locais, proteger as famílias e, em particular, as crianças e as mulheres grávidas, contra a malária podem igualmente contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações. (portalangop.co.ao)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA