Marcelo Odebrecht se torna réu da Lava Jato

(REUTERS)
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Além do presidente da construtora Odebrecht, outros 12 investigados na Operação Lava Jato são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da Petrobras. Segundo juiz, executivo comandava ação dos demais.

O juiz federal Sérgio Moro abriu nesta terça-feira (28/07) uma ação penal contra o presidente da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e outros 12 investigados na Operação Lava Jato. Eles são acusados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Petrobras.

Entre os réus, estão o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, e os ex-dirigentes da estatal Renato Duque, Pedro Barusco e Celso Araripe.

O juiz também aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra executivos ligados à Odebrecht – Alexandrino Ramos de Alencar, Rogério Araujo, César Ramos Rocha, Paulo Boghossian e Márcio Faria da Silva –, além do operador de propinas Bernardo Freiburghaus e do intermediário Eduardo de Oliveira Freitas Filho.

De acordo com Moro, Odebrecht comandava a atuação dos demais envolvidos. A suspeita é confirmada “principalmente por mensagens a eles dirigidas e anotações pessoais, apreendidas no curso das investigações”. O executivo está preso desde 19 de junho em Curitiba.

Na ação, o juiz argumenta que há evidências de que a construtora Odebrecht fez pagamentos aos investigados por meio de contas na Suíça. “A documentação vinda da Suíça com a prova material do fluxo de contas controladas pela Odebrecht a dirigentes da Petrobras é um elemento probatório muito significativo”, justificou Moro.

De acordo com a denúncia, os contratos ilegais estão orçados em 13,1 bilhões de reais em obras de refinarias no Paraná e em Pernambuco e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Em nota, a Odebrecht declarou que o “recebimento da denúncia pela Justiça representa o marco zero do trabalho das defesas.” (dw.de)

 

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