Malha rodoviária facilita escoamento de produtos

R eabilitação e modernização das estradas já atingiu milhares de quilómetros em todo o território nacional. (Foto: Vigas da Purificaçao)
R eabilitação e modernização das estradas já atingiu milhares de quilómetros em todo o território nacional. (Foto: Vigas da Purificaçao)
Reabilitação e modernização das estradas já atingiu milhares de quilómetros em todo o território nacional.
(Foto: Vigas da Purificaçao)

O ambicioso programa de reabilitação das principais estradas atingiu 12.492,00 quilómetros de estradas asfaltadas desde 2005.

O programa de reabilitação de infra-estruturas rodoviárias (PRIR) iniciado em 2005, permitiu atingir cerca de 12.492,00 quilómetros (km) de estradas asfaltadas, numa altura em que estão em curso cerca de 7.800,00 km, faltando 5.600,00 para a consolidação total da malha rodoviária que compõe a rede fundamental numa extensão de 26.000,00 de estradas.

Segundo o director-geral do Instituto de Estradas de Angola (INEA), António Resende, que no workshop apresentou o estado actual das vias estruturantes e pontes, no quadro do plano nacional de desenvolvimento (2015/2017) previa-se a intervenção de 47.500 km, meta que não será alcançada devido a dificuldades financeiras.

Ainda assim, o director-geral do Inea revelou que a sua instituição em colaboração com os governos provinciais redefiniu prioridades nos programas locais de reabilitação da rede viária, para não comprometer os projectos do Executivo que visam o relançamento do tecido económico do país.

Conservação

O programa de conservação e manutenção foi aprovado em 2007 e efectivado somente em 2011 com a consignação de 10 lotes (650 km). Já em 2012, o programa atingiu mais de 55 lotes (3.638), totalizando uma extensão de 4.288 km.

Dada a complexidade deste segmento, António Resende revelou que foi proposto para aprovação um novo modelo de execução do programa de conservação e manutenção de estradas que se resume na divisão do território nacional em 12 zonas de conservação, sendo Luanda a 12ª que abrange trabalhos de conservação e manutenção das vias estruturantes. Para este ano, prevê-se a conservação de 9.893,10 km.

O gestor assegurou que as estradas têm como objectivo garantir as características técnicas, físicas e operacionais do sistema rodoviário dentro dos padrões de serviços estabelecidos de forma a garantir a segurança e o conforto dos utentes.

Para António Resende, há uma circulação intensa de veículos muito acima das expectativas, com predominância de pesados com excesso de carga, numa dinâmica onde a dificuldade de gestão deste património foi notória, afectando a transitabilidade e a segurança dos utentes, em alguns itinerários.

A este fenómeno, disse, associam-se em primeira instância factores como a falta de conservação oportuna dos pavimentos e órgãos de drenagem, ausência do controlo de sobrecargas dos veículos, bem como a ausência de dados de tráfego no apoio à elaboração dos projectos.

Pontes

Ainda no âmbito do PRIR, estão em curso a reabilitação e construção de um total de 327 pontes. O projecto concluiu a montagem de mais de 380, o equivalente a cerca de 7.970 metros lineares de estruturas metálicas, em toda a rede viária nacional.

“As pontes metálicas estão a ser instaladas em situação de emergência, constituindo estruturas temporárias, na expectativa da sua posterior substituição por pontes definitivas”, disse.

Postos de pesagem

O programa traçado pelo Executivo angolano contempla igualmente a aquisição de 36 balanças fixas e cinco móveis, além da elaboração do plano director de pesagem, com identificação dos pontos a instalar os postos de pesagem, elaboração dos projectos, tipo dos postos fixos, definição do modelo de administração dos postos.

Para o aumento da segurança, controlo de velocidade e redução da sinistralidade rodoviária, o ambicioso programa contempla a melhoria da sinalização das estradas e a instalação de controlos de velocidade.

Prevê também intervenções físicas nas estradas, nomeadamente, na melhoria do traçado geométrico, na ampliação da sua capacidade, com a criação de terceiras faixas ou mesmo na duplicação de troços com alto volume de tráfego. (jornaldeeconomia.ao)

Por: Adérito Veloso

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