Maior organização indígena do Equador anuncia greve contra o governo

(AFP)
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A maior organização indígena do Equador anunciou neste sábado uma greve contra o governo do presidente Rafael Correa, da qual também irão participar sindicatos.

“A Assembleia Anual da Conaie (Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador) decidiu por uma paralisação nacional progressiva”, assinalou a organização em sua conta no Twitter, sem divulgar detalhes.

A decisão foi anunciada após a assembleia anual da Conaie, que aconteceu na comunidade de Salasaca, localizada na província andina de Tungurahua (sul).

A medida junta-se à convocação feita esta semana por organizações sindicais a uma paralisação do país no dia 13 de Agosto.

A Conaie protagonizou rebeliões e participou de protestos que resultaram na derrubada dos presidentes Abdalá Bucaram (1997), Jamil Mahuad (2000) e Lucio Gutiérrez (2005). Sob o mandato de Correa, a organização perdeu força, e um sector do movimento indígena aproximou-se do governo.

Correa, no poder desde 2007, advertiu que a lei não permite a suspensão dos serviços básicos à população. “A paralisação é ilegal, os aposentados poderão unir-se, uma vez que já não trabalham, mas ninguém pode deixar de trabalhar, principalmente no sector público. Ninguém pode suspender serviços básicos, saúde, educação, etc.”, expressou o presidente neste sábado.

A paralisação anunciada por indígenas e sindicatos faz parte dos protestos que o governo do Equador enfrenta há mais de um mês. Manifestantes exigem a saída de Correa e rejeitam suas políticas socialista.

Segundo o Instituto Equatoriano de Estatísticas e Censo (Inec), os indígenas representam 7% dos 16 milhões de equatorianos. Já a Conaie afirma que eles são 35% da população.

 

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