Luanda: Fornecimento de água vai duplicar em breve

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges. (Foto: Angop)
O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges. (Foto: Angop)
O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.
(Foto: Angop)

O grande défice de abastecimento de água em Luanda deve ser reduzido até 2017 com a entrada em funcionamento da Estação de Tratamento de Água do Bita e do Quilonga Grande, afirmou ontem o ministro João Baptista Borges.

A primeira prevê fornecer água à parte Sul de Luanda, através dos centros de distribuição do Camama, Benfica I e II, Cabolombo e Rocha Pinto. A Estação de Tratamento do Quilonga Grande deve abastecer a parte Leste, através dos centros do Quilómetro 44, Zango I e II, Cidade do Sequele, Viana, projecto Morar, novo Aeroporto Internacional e Bom Jesus.

Em declarações à imprensa no final de uma visita de campo que serviu para constatar o andamento das obras de reabilitação e ampliação da capacidade de distribuição de água nos diversos centros de Luanda, o ministro afirmou que os dois sistemas vão permitir duplicar a capacidade e garantir mais água à população, além de contribuir para reduzir o garimpo na capital.

João Baptista Borges sublinhou que as obras de reabilitação da Estação de Tratamento de Kifangondo e dos centros de distribuição, em curso, ao nível de cada distrito urbano  não vai resolver definitivamente o défice de abastecimento de água na província. A delegação  integrou responsáveis da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL). Depois de passar pelos centros de distribuição da Maianga, Marçal, Cazenga e a Estação de Tratamento de Kifangondo, o ministro disse que o objectivo das obras é recuperar os índices de captação, tratamento e armazenamento. O ministro da Energia e Água, João Baptista Borges, falou também da rede de distribuição e assegurou que apesar do projecto das 700 mil ligações, com nova rede a ser colocada,  há ainda uma parte da rede que está obsoleta, e esta situação está a ser encarada pela direcção da Empresa Pública de Águas de Luanda com muita preocupação.  Na sexta-feira, num debate na Feira Internacional de Luanda (FILDA), o ministro garantiu que as novas empresas públicas de transporte e distribuição PRODEL e RNT vão garantir regularidade no consumo.

João Baptista Borges disse que o sector eléctrico tem desafios relacionados com a oferta de energia e declarou que “o importante é a duplicação da taxa de acesso à electricidade até 2025”, um programa previsto na estratégia de segurança energética e no Plano Nacional de Desenvolvimento.

O ministro da Energia e Águas apontou a construção dos empreendimentos hidroeléctricos de Laúca e Cambambe, bem como o Ciclo Combinado do Soyo como capazes de ampliar a capacidade de produção eléctrica. “Estão a ser feitos investimentos nos transportes para garantir maior disponibilidade eléctrica até 2017 e fornecer cinco mil megawatts para melhorar a qualidade de prestação dos serviços aos cidadãos”, disse.

A taxa de eletrificação em Angola ronda os 33 por cento, mas a política e segurança energética estabelece como objectivo que até 2025 seja duplicado o acesso da população à luz eléctrica. Em declarações recentes à imprensa, o ministro disse que mais de 14 milhões de pessoas em 2025 devem ter acesso à electricidade. Grande parte da população vive nas áreas rurais.

“A população que vive nessas áreas são de baixa renda, quer dizer que as soluções de electrificação tradicionais não atendem o requisito das áreas rurais, por não serem projectos economicamente viáveis”, aclarou o ministro. (jornaldeangola.ao)

por Victorino Joaquim e Natacha Roberto

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