Ladrões levam arsenal de depósito de armas da França

Local onde foram roubadas munições e explosivos no quartel do quarto regimento de Miramas, na região de Marselha (sudeste). (Captura vídeo BFMTV)
Local onde foram roubadas munições e explosivos no quartel do quarto regimento de Miramas, na região de Marselha (sudeste). (Captura vídeo BFMTV)
Local onde foram roubadas munições e explosivos no quartel do quarto regimento de Miramas, na região de Marselha (sudeste).
(Captura vídeo BFMTV)

O Ministério da Defesa francês está em estado de alerta após a descoberta de um roubo impressionante de armas e explosivos no quartel do 4º regimento de Miramas, perto de Marselha (sudeste). Uma ou mais pessoas conseguiram entrar no local depois de serrar um pedaço da cerca de protecção. Cerca de 180 detonadores, 40 granadas e ao menos dez explosivos foram roubados.

O crime teria ocorrido na noite de domingo para segunda-feira (6), mas só foi divulgado nesta terça-feira (7) pelo prefeito da cidade, Frédéric Vigouroux, que afirma estar “extremamente preocupado” com o desaparecimento da munição militar. Ele disse ainda que “os serviços de inteligência do Estado andam em cima de carvão ardente”, por não terem a menor ideia do uso que pode ser feito do material roubado.

O Ministério Público de Marselha abriu uma investigação sobre o caso. Segundo o procurador Brice Robin, o sumiço do armamento só foi constatado na segunda-feira. “Tudo está sendo feito para elucidar os fatos”, afirmou Robin.

Operações francesas no exterior

Miramas abriga o depósito regional de munições. A base logística é usada para operações militares da França no exterior. A emissora de rádio Europe 1 afirma que o local não tem câmaras de segurança. Os ladrões teriam entrado em oito ou nove prédios do complexo, segundo uma fonte próxima das investigações.

O episódio levou o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, a pedir uma avaliação “da protecção do conjunto de locais militares de armazenamento de munições”, segundo um comunicado divulgado pela pasta. Uma investigação interna foi aberta para “analisar os fatos, a organização e eventuais responsabilidades”.

O desaparecimento dessa quantidade de explosivos é preocupante, no momento em que a França sofre ameaças de atentados de grupos radicais islâmicos da África e do Oriente Médio. (rfi.fr)

com informações da AFP

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