Kangamba acusa Unita de instrumentalizar activistas detidos

Bento dos Santos ´Kangamba´ (VOA)
Bento dos Santos ´Kangamba´ (VOA)
Bento dos Santos ´Kangamba´ (VOA)

O secretário do Comité Provincial de Luanda do MPLA para a Área Periférica e Rural, Bento dos Santos ´Kangamba´, acusou a Unita de instrumentalizar os jovens activistas que estão a ser acusados de atentar contra a vida do Presidente da República e de outros membros do Governo. Mas enquanto Kangamba solidariza-se com os detidos, a Unita responde e a secretária-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos queixa-se de ter sido impedida de visitar os activistas.

Trinta dias depois da prisão de 15 activistas ligados ao denominado Movimento Revolucionário, os detidos recebem a solidariedade de Bento dos Santos ´Kangamba´, que, no entanto, aponta as baterias à Unita: “são maldosos, eles não são defensores porque lamento que um miúdo daquele como Nito Alves, de 19 ou 20 anos colocado na confusão, esse miúdo deve estar na universidade porque ele não tem capacidade ainda para conhecer a política”.

Ao falar à margem de um encontro do partido em Viana no passado sábado, Kangamba não ficou por aqui e acusou a Unita de estar por detrás da acção dos activistas.

Ele disse que o partido do galo negro está a instrumentalizar os jovens do chamado Movimento Revolucionário para alcançar os seus objectivos.

A Unita já reagiu às declarações do general Bento Kangamba.

Adalberto Costa Júnior negou a acusação e convidou os dirigentes do MPLA a visitarem os jovens para perceberem o grau de maturidade e convicção dos activistas.

Aquele dirigente do partido do galo negro disse que se o regime mantiver os jovens mais tempo detidos, poderão não os parar mais: “não há qualquer intervenção da Unita, devo apenas convidar este senhor e os dirigentes do MPLA a visitarem os jovens para aprenderem com eles”.

Por outro lado, a secretária-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, Luísa Rogeiro, queixa-se de ter sido impedida de visitar os jovens na cadeia de Calomboloca. “Disseram que apenas as famílias directas podiam ter direito a visita”, explicou Rogeiro.

De recordar que foi convocada uma manifestação para o dia 29 de Julho em Luanda para exigir a libertação dos activistas. (voa.com)

por Coque Mukuta

 

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