Israel autoriza que presos em greve de fome sejam alimentados à força

O palestiniano Khader Adnan, que ficou 56 dias em greve de fome, recebe atendimento em um hospital de Jerusalém Oriental (Foto de Ahmad Gharabli/AFP)
O palestiniano Khader Adnan, que ficou 56 dias em greve de fome, recebe atendimento em um hospital de Jerusalém Oriental (Foto de Ahmad Gharabli/AFP)
O palestiniano Khader Adnan, que ficou 56 dias em greve de fome, recebe atendimento em um hospital de Jerusalém Oriental (Foto de Ahmad Gharabli/AFP)

O parlamento israelita aprovou nesta quinta-feira uma lei que autoriza a alimentação à força dos prisioneiros em greve de fome caso corram risco de vida.

Esta lei tem como objectivo impedir que os palestinianos deixem de se alimentar na prisão como meio de pressão sobre as autoridades israelitas. O governo já havia dado sinal verde em Junho de 2014, coincidindo com um movimento de greve de fome que provocou a hospitalização de dezenas de presos.

A leia aprovada por 46 votos contra 40 em um total de 120 deputados não menciona explicitamente os palestinianos.

O ministro da Segurança Interna, Gilad Erdan, afirmou que “as greves de fome dos terroristas na prisão se converteram num meio de ameaçar Israel”.

“A lei cria um equilíbrio correcto entre o interesse do Estado em preservar a vida de um prisioneiro e seus direitos, assim como sua integridade física”, afirmou, por sua vez, David Amsalem, deputado do Partido Likud do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A Lista Árabe Unida, que agrupa os principais partidos árabes no parlamento, denunciou a lei que nega o direito legítimo dos prisioneiros de poder resistir e protestar. (afp.com)

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