Isenção de vistos permitirá participação massiva da SADC

(EXPANSAO)
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A isenção de vistos a nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) ou a adopção de um univisa para os países desta região do continente permitirá uma presença mais activa e massiva destes, na maior bolsa de negócios de Angola, considerou o ministro conselheiro da África do Sul, Maotwe Lucas Mokwena.

Em entrevista hoje à Angop, a propósito da celebração do dia do seu país (a 22 de Junho) na Feira Internacional de Luanda (FILDA/2015), o interlocutor disse ter sido esta a principal condicionante para uma maior representação empresarial sul-africana, abarcando quase todos os segmentos económicos, contrariamente aos actuais 34 expositores.

“Eu gostaria de agradecer a Direcção da FILDA por esta oportunidade para expormos os nossos produtos. Estamos a participar neste evento pela quarta vez, com o objectivo de identificarmos novas áreas de investimentos e parcerias para ajudarmos no processo de diversificação da economia de Angola” – expressou Maotwe Lucas Mokwena.

Por este motivo, prosseguiu o entrevistado, os sul-africanos estão aqui representados com empresas de vários sectores, com realce para o das infraestruturas, indústria transformadora, agro-alimentar, retalhistas, cosméticos, desinfestação, metalurgia, plástico, equipamentos hospitalares e hoteleiros, agência de viagem, construção civil, ferroviária, transportes, entre outros.

“Na verdade, perspectivamos um número superior a este, mas por dificuldades de aquisição de vistos não puderam vir todas elas. Por este motivo, nós achamos que os vistos a nível da SADC devem ser suprimidos para facilitar pelo menos os homens de negócio e permitir que os países da região intensifiquem a sua interacção comercial e, deste modo, fomentem mais postos de empregos” – salientou.

De acordo com o ministro conselheiro da África do Sul, os investimentos sul-africanos em Angola são consideráveis e a África do Sul considera Angola parceiro número um no continente, porquanto, a exigência do visto tem sido também uma das barreiras para o desenvolvimento do turismo e do crescimento do Produto Interno Bruto na Comunidade dos Países da África Austral.

“Aliás, durante a última Cimeira Extraordinária da SADC, realizada na África do sul, uma das decisões foi a circulação de pessoa e bens, pelo que acredito que muito brevemente esta situação será resolvida. Nós precisamos de fazer negócios juntos e intensificar o comércio intra-africano para que haja matéria-prima produzida em África”- defendeu. (expansao.co.ao)

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